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Começa análise de DNA de vítimas da EgyptAir

Embarcações e aviões das Forças Armadas egípcias e francesas continuam buscando pelas duas caixas-pretas do Airbus A320, que caiu na noite da última quarta-feira

O difícil trabalho de identificação das vítimas do voo da EgyptAir que fazia o trajeto Paris-Cairo começou nesta terça-feira, com a comparação do DNA de parentes com os restos encontrados até o momento. As operações de busca pelas caixas-pretas para elucidar as causas da queda, no entanto, ainda devem demorar para acabar.

O voo MS804 caiu no Mediterrâneo, por razões ainda desconhecidas, na noite da última quarta-feira, com 66 pessoas a bordo, entre elas 30 egípcios e 15 franceses, após desaparecer repentinamente dos radares. No Cairo, os médico legistas recolheram DNA de parentes das vítimas para tentar identificar os restos humanos encontrados na área presumida do acidente, indicou a EgyptAir.

“Restos humanos chegaram ao necrotério no Cairo entre domingo e segunda-feira”, informou o presidente da companhia aérea, Safwat Mussallam. “Amostras de DNA foram recolhidas de parentes para determinar a identidade” das vítimas, afirmava um comunicado da empresa. Por sua vez, o ministério da Aviação Civil anunciou que “18 pacotes de detritos” foram enviados para um laboratório no Cairo.

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Embarcações e aviões das Forças Armadas egípcias e francesas continuam buscando na área marítima entre a ilha de Creta e a costa norte do Egito pelas duas caixas-pretas do Airbus A320. As caixas emitem sinais debaixo d’água por apenas quatro ou cinco semanas, antes que suas baterias fiquem descarregadas. “Assim que o equipamento especializado chegar ao local, irá detectar os sinais para localizar as caixas e, em seguida, trazê-las de volta à superfície. Levará vários dias”, afirmou em Paris uma fonte próxima ao caso que solicitou o anonimato.

Até sexta-feira, o governo egípcio e a maioria dos especialistas ouvidos pela imprensa privilegiavam a tese de atentado. Contudo, mais de cinco dias após a tragédia, ninguém assumiu a autoria do suposto ataque. Nesta terça-feira, o diretor do Instituto Médico-Legal egípcio, Hicham Abdel-Hamid, também negou relatos divulgados pela imprensa de que as análises de partes de corpos encontrados mostravam que teria ocorrido uma explosão antes da queda do avião.

O Escritório de Investigação e Análise (BEA) francês divulgou no sábado a informação de que o sistema automatizado da aeronave havia emitido, por cerca de três minutos, alertas indicando fumaça na parte da frente do avião e falhas nos sistemas eletrônicos de gerenciamento e controle de voo, reabilitando a tese de incidente técnico e reiterando a teoria divulgada pela emissora CNN na sexta-feira.

No sábado, imagens dos destroços do Airbus A320 foram divulgadas pelos militares egípcios. As fotografias, reveladas na página do Facebook do porta-voz das Forças Armadas do país, incluem coletes salva-vidas, partes de assentos e objetos que estampam o logotipo da companhia.

(Da redação com AFP)

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