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Com Eduardo Bolsonaro, Matteo Salvini pede votos e sugere lei ao Brasil

Ministro italiano reforçou ideia de união para combater a esquerda e recomendou que Jair Bolsonaro copie lei italiana sobre legítima defesa

Por Da Redação - 19 abr 2019, 18h59

Em viagem à Europa, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), se encontrou com o líder da extrema-direita italiana, Matteo Salvini, nesta sexta-feira, 19.

Ministro do Interior e vice-primeiro-ministro, Salvini aproveitou o encontro com o brasileiro para pedir votos em movimento internacional contra a esquerda. Ele também entregou a Eduardo uma cópia da chamada “Lei da Legítima Defesa”, proposta polêmica do país europeu que permite a italianos com arma legal que atirem para matar em assaltantes que invadam residências e estabelecimentos comerciais.

“Nós queremos uma Europa forte, que dialogue com o Brasil, com os Estados Unidos, com Israel, e que a esquerda se distancie do poder”, afirmou Salvini. Ele acredita que a proposta contra criminosos possa integrar o pacote anticrime, proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O filho do presidente reconheceu que seu pai quer aplicar uma medida “similar” à promovida por Salvini e disse estar confiante que o Congresso aprove esta lei em breve. Eduardo Bolsonaro ressaltou que “o mundo está mudando”, após os triunfos do seu pai no Brasil e de Donald Trump nos Estados Unidos, e previu que líderes de direita também vencerão nos países europeus.

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Nesta linha, Salvini lembrou que está trabalhando para que os partidos eurocéticos de direita da União Europeia (UE) se aliem e sejam a bancada mais votada nas eleições para o Parlamento Europeu de maio. “Temos a possibilidade de mudar a Europa e construir uma Europa forte, que defenda as fronteiras”, argumentou o ministro italiano e também vice-presidente do governo do país.

Por fim, Salvini agradeceu ao governo brasileiro pela extradição do italiano Cesare Battisti, ex-membro do já extinto grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e condenado por terrorismo. “Temos que agradecer ao presidente brasileiro e ao povo brasileiro. Para a Itália foi um grande dia, porque finalmente Battisti está na prisão. (…) É o começo de um caminho que permitirá que voltem à Itália muitos terroristas e delinquentes”, ressaltou.

Battisti, de 64 anos, foi extraditado à Itália no último dia 14 de janeiro diretamente da Bolívia, onde foi capturado após ter fugido, um mês antes, do Brasil, onde vivia desde 2004.

(Com EFE e Estadão Conteúdo)

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