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Com denúncias de violações, trégua na Síria completa três dias

Principalmente na capital Damasco, o movimento nas ruas tem sido atípico. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos recebeu mais de vinte denúncias de violação da trégua

Com denúncias da Arábia Saudita e de rebeldes sírios de que a Rússia e o governo de Damasco estariam violando o cessar-fogo, a trégua na guerra civil da Síria completa três dias nesta segunda-feira e continua em vigor, mesmo com fragilidade. Entre declarações de esperança, acusações de violações e incidentes esporádicos, o clima em várias regiões da Síria está tranquilo pela primeira vez em cinco anos, sem bombardeios aéreos e de artilharia pesada, de acordo com fontes locais.

Parte da população do país tomou coragem para sair de casa e fazer compras de comida e água. Principalmente na capital Damasco, o movimento nas ruas tem sido atípico. O cessar-fogo entrou em vigor na última sexta-feira e foi negociado entre os Estados Unidos e a Rússia, que conduzem ações militares em território sírio. Foram excluídos da trégua, porém, os grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e a Frente al-Nusra.

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O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ONG que monitora a guerra civil, recebeu mais de vinte denúncias de violação da trégua. Enquanto Moscou acusa a Turquia pelas violações, a Arábia Saudita acusa a Rússia e o governo sírio de terem feito ataques aéreos, mas sem especificar se foram os que atingiram seis zonas das províncias de Aleppo e Hama. Já a oposição síria armada diz que os Estados Unidos também lançaram foguetes.

Refugiados – O vice-primeiro-ministro da Turquia, Lutfi Elvan, disse nesta segunda que seu país já abriga 2,7 milhões de refugiados sírios que fugiram da guerra civil. Em discurso pronunciado na sessão inaugural do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Elvan sustentou que a Turquia é atualmente o país do mundo que mais refugiados tem em seu território, segundo dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). “Desde que começou o conflito, nasceram 152.000 crianças sírias em território turco”, afirmou o político.

Além disso, o vice-primeiro-ministro advertiu que seu país gastou 10 bilhões de dólares (40 bilhões de reais) em resposta à crise dos refugiados sírios “enquanto as contribuições totais da comunidade internacional até o momento se limitaram a 455 milhões de dólares (quase 2 bilhões de reais)”. Por isso, o político afirmou que a Turquia espera “que a comunidade internacional atue levando em conta os princípios do compartilhamento de carga financeira e de solidariedade”.

(Com Ansa)

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