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Chile e Bolívia podem decidir na Justiça internacional a disputa por um rio

Por Da Redação - 29 mar 2016, 08h43

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse nesta terça-feira que seu país está pronto para processar a Bolívia no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, por causa de uma disputa sobre recursos hídricos. O presidente boliviano, Evo Morales, disse no sábado que seu país processaria o Chile na corte sediada na Holanda, para que o país pague uma compensação por usar águas do rio Silala, que corta a região fronteiriça entra as duas nações.

Bachelet disse que a Bolívia está reivindicando propriedade sobre recursos hídricos compartilhados e que o Silaia flui para o Chile pela simples lei da gravidade. Ela ainda afirmou que a Bolívia reconheceu o Silaia como um rio internacional por mais de 100 anos. A Bolívia, que não tem acesso ao mar, também pede à corte internacional para que faça com que o Chile negocie com o país sobre seu pedido para ter acesso ao Oceano Pacífico.

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A presidente chilena lembrou que em 2009, o Chile se dispôs a chegar a um acordo com a Bolívia para determinar o uso compartilhado das águas do Silala, mas que o pacto fracassou pela negativa do país andino. “O governo da Bolívia fala de diálogo, mas os fatos mostram que não está disposto a dialogar e que prefere ir aos tribunais internacionais”, enfatizou. O ministro das Relações Exteriores chileno, Heraldo Muñoz, acusou à Bolívia de ter uma política “hostil com o Chile”.

(Da redação)

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