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CEOs e políticos americanos fazem reunião secreta para frear Trump

Preocupados com o avanço do pré-candidato republicano Donald Trump e suas ideias retrógadas, CEOs (presidentes) de importantes empresas americanas e políticos realizaram um encontro em uma ilha privada na costa do Estado da Geórgia neste final de semana com um objetivo em comum: frear o magnata. De acordo com o site Huffington Post, o encontro não teve a presença de nenhum jornalista e foi tratado como um segredo guardado a sete chaves pelos participantes.

Ainda segundo o site de notícias, entre os nomes dos executivos que participaram da reunião estão o CEO da Apple, Tim Cook; o co-fundador e CEO do Google, Larry Page; o publisher do The New York Times, Arthur Sulzberger; o inventor do Napster e acionista do Facebook, Sean Parker; e o criador da Tesla Motors, Elon Musk. Também estiveram presentes o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell; o presidente da Câmara, Paul Ryan; e os senadores Tom Cotton, Cory Gardner, Tim Scott, Rob Portman e Ben Sasse.

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O analista Karl Rove, considerado um “guru” na política americana, participou do encontro e disse ao Huffington Post que “eles [os CEOs e políticos] veem Trump como alguém com comportamento errático e que não deve ter os dedos perto de um gatilho nuclear”. Além dos políticos republicanos, congressistas democratas também tomaram parte das conversas. Entre eles o deputado eleito por Maryland, John Delaney. “A principal tarefa agora não é entender Trump, mas impedi-lo”, escreveu Bill Kristol, analista político republicano que enviou o e-mail convite ao seleto grupo. “Em geral, há muita angústia, testas franzidas e fatalismo lá fora, mas não o bastante para salvar o Partido Republicano da nomeação ou o país de eleger alguém que simplesmente não deveria ser presidente”, diz outro trecho do comunicado.

O Huffington Post não obteve detalhes das discussões nem eventuais planos conjuntos do poderoso grupo, mas a reunião confirma a movimentação de bastidores do Partido Republicano para barrar a indicação de Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro.

(Da redação)

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