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Carlos Menem é condenado a quase quatro anos de cadeia por fraude

Além do ex-presidente argentino, o ex-ministro Domingo Cavallo, considerado o czar da economia do país nos anos 1990, foi sentenciado à prisão

A Suprema Corte da Argentina condenou o ex-presidente Carlos Menem a três anos e nove meses de prisão por fraude na venda de um imóvel. No julgamento desta nesta quarta-feira, 27, o seu ex-ministro da Economia, Domingo Cavallo, também foi condenado a cumprir três anos e seis meses de prisão por participação em crime de peculato.

Por ser senador, Menem tem imunidade parlamentar e somente será preso se o plenário do Senado argentino autorizar a sua prisão. Cavallo, considerado nos anos 1990 como um “czar da economia argentina” graças aos superpoderes concedidos pelo Congresso, foi inabilitado para exercer cargos públicos pelo resto da vida

Os juízes da Suprema Corte consideraram que Menem e Cavallo cometeram fraude ao venderem um imóvel que pertencia ao Estado argentino no bairro de Palermo à Sociedade Rural Argentina (SRA) por 30 milhões de dólares, nos anos 1990. No momento da venda, o valor de mercado do imóvel era de 131,8 milhões de dólares porque a Argentina adotava uma política de paridade cambial com a moeda americana.

Para a Suprema Corte, o valor de venda constituiu um crime de peculato, ou seja, de desvio de recursos públicos. A operação ocorreu em 1991. Menem e Cavallo só foram processados em 2014.

Outros dez acusados foram julgados pela Suprema Corte da Argentina nesta quarta-feira. Entre eles, dois ex-presidentes da SRA e integrantes da Comissão de Venda de Imóveis Estaduais do Ministério da Economia. Matías Ordóñez e Gastón Figueroa Alcorta, os dois membros da comissão governamental, também foram condenados a três anos de prisão por serem considerados cúmplices do crime de peculato.

(Com EFE)

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