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Bélgica identifica suicidas e confirma vínculos com ataques de Paris

Os terroristas suicidas que atuaram no aeroporto são os irmãos Khalid e Ibrahim el Bakraoui. Eles prestaram apoio durante os quatro meses de fuga de Salah Abdeslam

(Atualizado às 08h41)

Menos de 24 horas após os atentados de Bruxelas, a polícia da Bélgica identificou nessa quarta-feira os dois homens-bomba do ataque ao Aeroporto Internacional de Zaventem e o terceiro comparsa, que está foragido. Os terroristas suicidas, que deixaram pelo menos onze mortos e dezenas de feridos, são os irmãos Khalid e Ibrahim el Bakraoui, foragidos na terça-feira da semana passada de uma operação em Forest, nas imediações da capital. O terceiro homem é Najim Laachraoui, que segue foragido.

A descoberta, revelada pela rede de televisão RTBF, confirma os vínculos do ataque de ontem com os realizados em Paris em 13 de novembro. O DNA de Laachraoui foi encontrado em pelo menos dois coletes explosivos: um utilizado no Bataclan e outro no Stade de France, o que quer dizer que os manipulou, e talvez inclusive os fabricou, segundo a rede de televisão pública RTBF. Ele viajou à Síria em fevereiro de 2013 e estava sendo procurado desde 4 de dezembro.

Khalid e Ibrahim el Bakraoui já tinham antecedentes policiais antes de aderirem ao grupo Estado Islâmico e são apontados como dois dos jihadistas que prestaram apoio durante os quatro meses de fuga de Salah Abdeslam, o único dos dez terroristas de Paris que sobreviveu e fugiu da capital francesa. Há nove dias, os dois haviam escapado da operação de polícia que resultou na morte de Mohamed Belkaid, suspeito de ter mantido contato telefônico constante com os terroristas de Paris. Belkaid teria sido o destinatário da mensagem “Vai começar”, enviada às 21h42 de 13 de novembro, instantes antes da invasão da casa de shows Bataclan, em Paris.

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Os três seriam membros de uma célula terrorista do Estado Islâmico formada por moradores ou ex-moradores de Molenbeek, o distrito de Bruxelas com maior concentração de comunidades muçulmanas. Há ainda outro terrorista considerado foragido: Mohamed Abrini, acusado de ter participado da logística dos atentados na França – há imagens de circuitos internos de filmagem que mostram sua presença ao lado de Abdeslam às vésperas do crime.

A polícia da Bélgica não descarta que Abrini tenha participado dos atentados de Bruxelas na terça-feira. As identidades de dois suspeitos de terem integrado o comando que atacou a estação de metrô de Maelbeek, no centro da capital belga, continuam desconhecidas. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou os atentados ainda na tarde de terça-feira, indicando que seus “combatentes” seriam os autores dos ataques. O último balanço das autoridades indica 31 mortos e 220 feridos.

(Da redação, com Estadão Conteúdo)

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