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Autor de atentado no Museu Judaico de Bruxelas recebe pena perpétua

Ataque, ocorrido em 2014, foi considerado o primeiro realizado na Europa por um combatente jihadista de volta da Síria

A Justiça belga condenou à prisão perpétua o francês Mehdi Nemmouche pelo atentado que matou quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas em 2014, o primeiro realizado na Europa por um combatente jihadista de volta da Síria. A pena foi imposta na madrugada desta terça-feira, 12.

A presidente do tribunal de Bruxelas anunciou também uma pena de quinze anos para Nacer Bendrer, a quem um júri popular tinha declarado culpado de facilitar as armas com as quais Nemmouche praticou o múltiplo homicídio.

De acordo com a sentença, levou-se em consideração a “absoluta ausência de arrependimento com as vítimas”. Também destacou o “antissemitismo marcado” de Nemmouche, assim como a “periculosidade” de um homem “egocêntrico e narcisista”.

Durante a acusação, o representante do Ministério Público, Yves Moreau, pediu a prisão perpétua e qualificou Nemmouche como um “psicopata” e “covarde”. “O que lhes pedimos, sem duvidar, é que condenem Mehdi Nemmouche à prisão perpétua”, expressou.

Nemmouche tinha sido declarado culpado na sexta-feira pelo massacre de 2014.

O júri popular, juntamente com três magistrados, rejeitou as teses da defesa segundo as quais este criminoso reincidente de 33 anos, que nega os fatos, teria caído em uma armadilha de supostos agentes libaneses ou iranianos.

“A vida continua”, limitou-se a dizer Nemmouche em suas últimas palavras, antes de o tribunal começar a deliberar sobre a pena.

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