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Thiago Pereira mira Rio-2016: ‘Expectativa aumentou’

Medalhista de prata no Mundial de Kazan, nadador de 29 anos vê equipe brasileira cada vez mais forte – mas mantém cautela e dispensa pressão.

Thiago Pereira vem trabalhando para conter a ansiedade a menos de um ano para o início dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio. Medalhista de prata em Londres-2012, o nadador carioca conquistou no mês passado seu melhor resultado em Mundiais de piscina longa, a prata nos 200m medley em Kazan, na Rússia. Pouco antes, havia se tornado o maior medalhista da história dos Pan-Americanos – 23 pódios no total – com as cinco medalhas conquistadas em Toronto, no Canadá. Aos 29 anos, Thiago vive um bom momento e, inevitavelmente, já sonha em levantar o Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca, daqui um ano. Mas, com três Olimpíadas no currículo, mantém a cautela.

“Minha expectativa aumentou, foi meu melhor resultado em Mundiais, e isso é uma motivação a mais para os Jogos do Rio. Representar nosso país em casa é a coisa mais especial que um atleta pode viver, mas ainda temos muitos treinos e seletivas pela frente, muita água para rolar”, contou Thiago ao deixar o clube Pinheiros, em São Paulo, nesta quarta-feira, onde se disputa o Troféu José Finkel – torneio que reúne 42 equipes, cerca de 390 atletas e serve como espécie de “treino de luxo” para os nadadores de elite como ele.

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Thiago contou que ter conquistado a prata em Londres depois de dois insucessos, em Atenas e Pequim, diminuiu a pressão que o cercava, mas isso não é garantia de glórias no Rio de Janeiro. “Ainda há seletivas em dezembro, tenho de me classificar, viver aquele clima de véspera. E, antes de chegar na final olímpica, preciso passar pela eliminatória e a semifinal. Temos de viver cada momento como se fosse único, sem querer abraçar tudo de uma vez só.” No Rio, ele deve ter novamente como rival o maior atleta olímpico de todos os tempos, o americano Michael Phelps, que não esteve em Kazan porque estava suspenso.

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Futuro – Sobre o sucesso de jovens como Brandonn Almeida e Felipe Ribeiro e as chances de um jovem surpreender em 2016, Thiago preferiu ressaltar a evolução da equipe. “O time todo vem crescendo, não gosto de apontar um ou outro nome como aposta até para não colocar pressão em ninguém. Antes de mais nada, temos de juntar o Time Brasil, quanto mais medalhistas tivermos, melhor. Um grande erro que já aconteceu foi colocar o holofote no Cesar Cielo ou em outro atleta e esquecer os outros, porque, no fim das contas, todos nós representamos uma coisa só, a natação brasileira.”

Segundo Thiago, os dirigentes esportivos do país não devem concentrar seus esforços apenas na Olimpíada em casa, mas realizar um projeto de longo prazo e manter a natação – que já entregou 13 medalhas olímpicas ao país – como força do esporte naiconal. “É importante motivar cada vez mais a criançada e ter mais gente representando nosso país, não só em 2016, mas em 2020, em 2024, sempre. Apesar de a Olimpíada ser no Rio, o ciclo não acaba com ela. Os atletas que ficarem fora não podem perder esse sonho olímpico, porque a cada quatro anos ele se repete, e quem estiver dentro tem de aproveitar muito porque será um momento inesquecível.”

Thiago Pereira durante o Troféu José Finkel de natação nesta quarta-feira (19)

Thiago Pereira durante o Troféu José Finkel de natação nesta quarta-feira (19) (/)

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