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Tevez relembra prisão na Inglaterra: ‘Tive de limpar contêiner’

Atacante do Boca Juniors deu detalhes sobre o serviço comunitário que foi obrigado a realizar em Manchester por dirigir sem habilitação

De volta à Argentina para atuar pelo seu clube do coração, o Boca Juniors, o atacante Carlos Tevez concedeu uma divertida entrevista nesta quinta-feira e relembrou momentos marcantes de sua carreira – dentro e fora dos campos. O ex-jogador do Corinthians recordou sua passagem pelo futebol inglês, as dificuldades de comunicação na Europa e, especialmente, o dia em que foi preso e condenado a prestar serviço comunitário por dirigir sem carteira de habilitação.

O caso ocorreu em março de 2013, quando Tevez atuava pelo Manchester City. “Eu estava sem registro, me pararam a primeira vez e paguei uma multa. Os policiais sabiam quem eu era, mas me obrigaram a pagar e a chamar outra pessoa para dirigir o carro. Na segunda vez, me pararam, fizeram o mesmo e avisaram que da próxima vez eu iria preso”, contou Tevez ao programa Animales Sueltos, da emissora argentina América TV.

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“E aí veio a terceira, quando fui preso. Estava cansado de ter minha mulher me levando todo dia aos treinamentos. Um dia briguei com ela e resolvi sair de carro, fui jogar golfe. Assim que saí do clube, a polícia chegou, eu estava no carro falando no telefone. Assim que abaixei o vidro, o policial me deu uma cotovelada no peito, pegou minha chave, desligou meu carro e me algemou.”

O entrevistador Alejandro Fantino recordou as origens de Tevez, criado em uma perigosa favela de Buenos Aires, o Forte Apache, e perguntou se ele sentiu medo do policial. “Que Forte Apache que nada, eu estava na Inglaterra, não entendia nada o que ele falava e estava algemado. Nesta hora eu entendi que não podia mais aprontar.” Tevez contou que foi liberado da prisão, mas foi obrigado a cumprir 250 horas de serviço comunitário.

“Na primeira vez, me fizeram limpar um contêiner e depois tive de colocar máquinas dentro dele. De colete e tudo. Depois, consegui um trabalho fixo, cuidei das plantinhas (risos).” O trabalho de Tevez não durou tanto tempo, porque ele foi negociado com a Juventus e a Justiça inglesa o autorizou a mudar para a Itália, mediante pagamento de multa. Aos 31 anos, Tevez garantiu que aprendeu com o erro. “Antes, aqui na Argentina, quando a polícia me parava de carro, eu dava um autógrafo e me liberavam mesmo que eu estivesse sem documento. Mas temos de mudar isso, temos de ser educados e dar o exemplo.”

Tevez se emocionou em outra parte da entrevista ao contar que o retorno a Buenos Aires o reaproximou de seus amigos de infância. “Duas vezes por semana nos vemos, alguns amigos não têm trabalho, e mesmo assim não me deixam pagar nada. Sempre fomos assim, não mudou nada entre nós.”

Alguns trechos da entrevista de Tevez à América TV:

(da redação)

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