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Suíça aprova extradição de ex-presidente da Conmebol aos EUA

Uruguaio Eugenio Figueredo, de 83 anos, é suspeito de ter recebido propinas milionárias e falsificado documentos para obter nacionalidade americana

A Justiça suíça autorizou nesta quinta-feira a extradição para os Estados Unidos do uruguaio Eugenio Figueredo, ex-presidente da Conmebol e ex-vice da Fifa, que segue preso em Zurique. O Escritório Federal de Justiça do país indicou em um comunicado que o dirigente tem 30 dias para recorrer da decisão no Tribunal Penal Federal da Suíça. O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, ainda aguarda a definição sobre sua extradição, que deve sair na próxima semana.

Marin, Figueredo e outros cinco cartolas foram detidos no dia 27 de maio na cidade suíça, a pedido da Justiça americana. Um dos dirigentes, Jeffrey Webb, ex-vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, aceitou de forma voluntária ser extraditado aos Estados Unidos – compareceu diante de um tribunal de Nova York e foi solto após pagar fiança de 10 milhões de dólares. Os demais cartolas optaram por questionar o processo.

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Figueredo, de 83 anos, é suspeito de ter aceitado propinas de milhões de dólares de uma empresa de marketing uruguaia, em negociações de direitos comerciais das edições de 2015, 2016, 2019 e 2023 da Copa América. A procuradoria de Nova York também acusa o cartola de ter obtido nacionalidade americana por meio de atestados médicos falsos apresentados em 2005 e 2006. A ordem de prisão saiu no dia 20 de maio, e o pedido de extradição chegou à Suíça em 1º de julho.

No total, 14 pessoas foram indiciadas: nove dirigentes da Fifa e cinco empresários do ramo do marketing esportivo, incluindo o brasileiro J.Hawilla, dono da Traffic e um dos delatores do caso. De acordo com a investigação americana, o esquema de corrupção movimentou cerca de 150 milhões de dólares nos últimos 25 anos

Na segunda-feira, Loretta Lynch, procuradora-geral dos Estados Unidos, revelou que mais cartolas serão indiciados no caso de corrupção na Fifa. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, está entre os dirigentes investigados pelo FBI.

(com agência France-Présse)

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