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Sharapova é suspensa pela ITF até julgamento de caso de doping

Federação Internacional de Tênis afasta tenista russa flagrada em teste antidoping realizado no último Aberto da Austrália, em janeiro

A Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) divulgou um comunicado oficial anunciando a suspensão de Maria Sharapova a partir de 12 de março por ter sido flagrada em exame antidoping durante o último Aberto da Austrália, em janeiro. “A senhora Sharapova estará provisoriamente suspensa a partir de 12 de março até a definição do caso”, comunicou a ITF, sem informar quando o caso da russa será julgado.

A ITF detalhou que a atleta russa submeteu-se a teste no dia 26 de janeiro, quando disputava o Grand Slam australiano. A amostra foi analisada pela Agência Mundial Antidoping (Wada), e o resultado foi positivo para a substância Meldonium, que aumenta o fluxo sanguíneo e pode ser encontrada em remédios para tratar doenças como isquemia. “De acordo com o artigo 8.1.1 do Programa Antidoping da ITF, Sharapova foi acusada, no dia 2 de março, de violar a regra antidoping”, diz o comunicado.

Em anúncio nesta segunda-feira, a russa disse que há dez anos tomava um medicamento à base de Meldonium, mas que não sabia que a substância havia entrado na lista de substâncias proibidas da Wada no começo deste ano. E assumiu a responsabilidade: “Eu cometi um grande erro. Decepcionei meus fãs e o esporte”, disse a atleta de 28 anos, dona de cinco Grand Slams na carreira.

Após a notícia do doping, os patrocinadores de Sharapova – a gigante esportiva Nike, a empresa suíça de relógios TAG Heuer e a montadora alemã Porsche – resolveram encerrar seus contratos com a tenista.

Repercussão – A Associação das Tenistas Profissionais (WTA, na sigla em inglês) também se posicionou sobre o doping da número 7 do ranking mundial feminino. “Estou muito triste por ouvir esta notícia. Maria é uma líder e sempre soube que é uma mulher com grande integridade. Ainda assim, como ela bem sabe, é responsabilidade de cada jogador saber o que coloca em seu corpo e se é permitido. A WTA apoiará as decisões encontradas durante o processo”, garantiu o CEO da WTA, Steve Simon.

(Com Estadão Conteúdo)

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