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Sem favoritismo, Robert Scheidt confia no tri olímpico

Aos 42 anos, velejador se prepara para sua última Olimpíada e vê pressão por atuar em casa como um fator motivador.

Robert Scheidt já tem participação garantida em sua sexta Olimpíada, no Rio de Janeiro. O bicampeão já conta os dias para a sua última participação no maior evento esportivo do planeta e, mesmo prestes a completar 43 anos, acredita que pode fazer bonito nas águas – ainda poluídas – da Baía de Guanabara.

“É inacreditável, mas está é a primeira vez que eu não sou considerado um dos favoritos. Desde que eu participei em 1996, eu sempre fui favorito a conquistar a medalha de ouro, exceto em 2008, quando acreditavam que eu ficaria com a prata. Desta vez é diferente, mas muitos fatores afetam na vela: as correntes, o vento, se você está velejando dentro ou fora do porto. É um esporte muito complexo, por isso nem sempre o favorito consegue ganhar”, disse em entrevista ao portal alemão Deutsche Welle.

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Competindo diante da torcida pela primeira vez em uma Olimpíada, Robert Scheidt garantiu que os atletas devem utilizar essa pressão como algo positivo. Segundo o velejador, a experiência adquirida durante todos esses anos poderá contribuir para que ele tenha um bom desempenho em 2016.

“Tudo é diferente. É um sentimento muito complexo. Existem grandes expectativas nos atletas, especialmente naqueles que possuem chances de ganhar medalhar ou que já ganharam algo no passado. Nós temos que usar essa pressão como um fator positivo, motivação e energia. Quando eu vejo a bandeira brasileira, a estátua do Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, isso realmente me motiva.”

Robert Scheidt comentou sobre as condições da água da Baía de Guanabara, motivo de discussão no noticiário internacional, sobretudo depois que atletas tiveram problemas de saúde após os eventos-teste. Sem conseguir cumprir a promessa de limpeza da Baía, o governo carioca terá de improvisar para reduzir ao máximo os danos causados pela poluição na área de prova.

“Eu acho que a situação não está tão ruim como a mídia está veiculando. Durante os Jogos eles terão que tirar o lixo que está flutuando em nossa volta, desde garrafas plásticas que podem entrar na rota dos barcos. Se eles fizerem isso, teremos condições adequadas para competir. E por mais que a qualidade da água esteja comprometida, não é tão ruim assim para que todos os competidores que velejarem aqui fiquem doentes”, disse Scheidt.

Em cinco participações olímpicas, Scheidt conquistou a medalha de ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004, a prata em Sidney-2000 e Pequim-2008 e o bronze em Londres-2012. Em 2016, ele voltará a competir na classe Laser, depois de duas edições na classe Star.

(Com Gazeta Press)

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