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Seleção afasta crise com vitória sobre a Venezuela

Com dois gols de Willian, Brasil confirmou favoritismo e derrotou rivais por 3 a 1 em Fortaleza, em sua primeira partida em casa pelas Eliminatórias da Copa da Rússia

Ainda sem encantar e mesmo com deficiências visíveis, a seleção brasileira conquistou nesta terça-feira a primeira vitória nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 ao derrotar a Venezuela por 3 a 1 no Castelão, em Fortaleza. No palco em que empatou com o México em 0 a 0 e venceu a Colômbia por 2 a 1 na Copa 2014, o Brasil contou com dois gols de Willian e um de Ricardo Oliveira para somar os três primeiros pontos na tabela de classificação, após ser derrotado pelo Chile na estreia.

Alguns jogadores, com destaque para Oscar, continuam fora de sintonia, e a defesa cometeu falhas, a principal delas no gol venezuelano, surgido em cobrança de escanteio. Contudo, o resultado dá moral para encarar a Argentina fora de casa, na terceira rodada, em 13 de novembro. Quatro dias depois, o adversário será o Peru, em território brasileiro.

Na busca pela recuperação, Dunga fez três alterações. Uma delas, a entrada de Marquinhos, foi “forçada”, já que David Luiz se machucou na estreia. Além disso, Jefferson e Hulk foram barrados e deram lugar a Alisson e Ricardo Oliveira. Na Venezuela, um dos jogadores mais conhecidos do país, o meia Jeffren, ex-Barcelona, foi vetado pelos médicos. Dessa forma, o destaque foi o atacante Rondón, que era parceiro de ataque de Hulk no Zenit São Petersburgo e agora defende o West Bromwich.

Logo aos 40 segundos de bola rolando o Brasil ganhou tranquilidade ao fazer 1 a 0. Luiz Gustavo fez o desarme na intermediária ofensiva e encontrou Willian, que arriscou de fora da área. O goleiro Baroja aceitou, e a equipe pentacampeã mundial abriu o placar.

A vantagem obtida tão cedo deu tranquilidade, e o segundo poderia ter saído aos 12 minutos. Willian fez boa enfiada, Filipe Luis tocou de primeira e Ricardo Oliveira chegou batendo, mas desta vez Baroja foi bem e defendeu. A seleção era paciente, em alguns momentos até lenta, mas as oportunidades continuavam aparecendo. Aos 26, Douglas Costa tentou entrar na área pela ponta e ficou com o escanteio. Ele mesmo cobrou Oscar apareceu livre e cabeceou mal, muito por cima do travessão.

Três minutos depois, o próprio Douglas Costa pecou pelo preciosismo. O meia do Bayern de Munique entrou livre pela direita da área e poderia ter chutado, mas preferiu fazer o passe para Oscar, que foi bloqueado, se enrolou e desperdiçou o ataque. Pouco depois, aos 32, Daniel Alves bateu falta de longe e encobriu a meta.

O segundo gol era questão de tempo, e saiu aos 41. Filipe Luis protagonizou bonita jogada individual pela esquerda e tocou por baixo para o meio. Oscar fez o corta-luz, ao estilo Rivaldo na final da Copa de 2002, e Willian marcou mais um.

A Venezuela tentou assustar nos primeiros instantes da etapa final, mas quem esteve perto do gol foi Brasil. Douglas Costa fez a festa pela esquerda, cruzou muito fechado e acertou o travessão. Na sobra, Luiz Gustavo cortou e finalizou rente à trave. Nas poucas vezes em que Alisson foi ameaçado, a bola foi alçada na defesa brasileira. Aos 13, Seijas aproveitou o escanteio e cabeceou livre para defesa do atleta do Internacional.

O time da casa respondeu em contra-ataque aos 16, com Oscar, que tentou o corte da esquerda para o meio, foi bloqueado e ouviu as vaias da torcida. O castigo então veio aos 19 minutos, quando Seijas bateu outro escanteio da esquerda, e Santos apareceu livre para escorar de coxa após desvio no meio.

A Venezuela então cresceu, e a seleção enfim voltou a acordar para a partida. Em duas descidas pela direita, aos 22 e 24, houve duas chances. Na primeira, Luiz Gustavo apareceu como elemento surpresa e arrematou mal. Na segunda, Willian tirou Cichero para dançar e cruzou por baixo, mas Ricardo Oliveira não conseguiu completar.

O que ia se transformando em sofrimento voltou a ser alegria aos 30 minutos. Douglas Costa levantou de perto do bico esquerdo da grande área, Ricardo Oliveira apareceu nas por trás da e marcou de cabeça. A partir daí, a Venezuela se mostrou entregue, e a equipe pentacampeã apenas esperou o apito final. Ainda houve duas jogadas que tinham “cara” de gol, mas a bola não entrou. Aos 42 minutos, Willian tocou de calcanhar, Lucas Lima levantou e Kaká brigou, mas não conseguiu chutar. Aos 45, no bate rebate, Daniel Alves teve chute desviado e também não marcou.

(Com EFE)

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