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Ronaldo cogita se candidatar à presidência da CBF

Ex-atacante lamentou 'sistema corrupto' na entidade e minimizou o fato de ter feito parte do Comitê Organizador da Copa de 2014

Por Da Redação - 10 dez 2015, 13h49

O ex-jogador Ronaldo voltou a fazer duras críticas ao comando da CBF, cada vez mais envolvida em escândalos de corrupção, e até cogitou presidir a entidade no futuro. O agora empresário, no entanto, minimizou o fato de ter trabalhado ao lado de Marco Polo Del Nero e José Maria Marin como membro do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e afirmou nesta quinta-feira que é preciso desmontar o “sistema corrupto” na CBF.

“Estamos vivendo um caso inédito, mas é uma oportunidade única de mudanças pro futuro. Acho que muita sujeira ainda vai aparecer, mas a gente tem que impedir de qualquer maneira que esse sistema corrupto continue funcionando dentro da CBF. Vemos muitos movimentos por mudança no Brasil e temos que fazer isso no futebol também, para que a CBF tenha um novo rumo, com honestidade e transparência”, cobrou o herói do pentacampeonato em 2002, em entrevista ao SporTV.

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Ronaldo, que mantém múltiplas atividades no momento – é dono de uma agência de marketing esportivo, de um clube de futebol nos Estados Unidos e também comentarista da Globo em jogos da seleção brasileira – surpreendeu ao dizer que poderia se candidatar à presidência da CBF, cargo atualmente ocupado de forma interina pelo deputado federal Marcus Vicente (PP-ES).

“Poderia até pensar em me candidatar, mas a questão não são os nomes. A gente tem que desmontar esse sistema corrupto existente primeiro. O modo atual não permite a entrada de qualquer pessoa, é sempre a indicação de alguém do próprio sistema da CBF. Precisa desmontar isso para permitir que pessoas de bem e honestas, que queriam fazer coisas incríveis, possam participar. Mas as coisas ainda não assim, então vamos aguardar.”

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Ronaldo ainda foi pressionado sobre sua participação como dirigente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, grupo que, inclusive, está entre os investigados pelo FBI. O ex-atacante optou por distanciar os papeis de estrela da seleção brasileira e colaborador da confederação.

“Veja bem, meu nome é ligado ao futebol, diretamente. Eu servi a CBF como jogador por muitos anos, mas não por causa da CBF. A seleção é meu país, é orgulho de servir meu país. Inclusive financeiramente, não é algo rentável, a gente acaba se machucando, perde período no time, mas nunca vou me arrepender. Com relação à Copa do Mundo, minha associação foi diretamente pensando no meu país, que tem muitos problemas, mas estava celebrando a chance de receber a Copa do Mundo. Sempre levei o nome do Brasil e prova disso é que eu abri mão de qualquer remuneração durante o tempo que estive no COL. Já outros que tiveram 5% do empenho que eu tive, tiveram integralmente seus benefícios embolsados.”

(da redação)

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