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Rio-2016: COI divulgará recomendações sobre o zika

Surto do vírus na América do Sul preocupa as autoridades esportivas a poucos meses do início dos Jogos Olímpicos no Brasil.

Por Da Redação - 28 jan 2016, 18h50

O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgará nesta semana uma nota com recomendações sobre o vírus zika, em meio ao surto da doença que está se espalhando rapidamente pela América do Sul, meses antes do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.

O presidente do COI, Thomas Bach, disse nesta quinta-feira que as orientações serão enviadas aos comitês olímpicos nacionais até sexta-feira. “Vamos fazer tudo para assegurar a saúde dos atletas e de todos os visitantes”, declarou Bach durante visita a Atenas, na Grécia. “Estamos em contato direto com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e também com o comitê organizador e as autoridades brasileiras”, completou o dirigente alemão.

A OMS alertou nesta quinta-feira que a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, ligada a más-formações no nascimento de milhares de bebês, estava se espalhando de maneira “explosiva” e poderia afetar até 4 milhões de pessoas nas Américas.

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Os organizadores da Olimpíada afirmaram em comunicado que os Jogos serão disputados no inverno brasileiro, entre 5 e 21 de agosto, quando “o clima mais seco e menos quente reduz significativamente a presença dos mosquitos”. O Comitê informou que uma reunião está programada na sede do COI, em Lausanne, na Suíça, a partir de 1° e 2 de fevereiro, para que os comitês nacionais discutam o tema.

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“Os locais de competição das Olimpíadas e Paraolimpíadas serão inspecionados diariamente durante os Jogos no Rio para assegurar que não haja nenhuma poça de água parada e, assim, minimizar o risco do contato com mosquitos”, afirmaram os organizadores.

O vírus, transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e o da chikungunya, causa irritação na pele, febre e olhos vermelhos. Cerca de 80 % dos infectados não apresentam sintomas, tornando difícil para as gestantes determinarem se elas contraíram o vírus. Não há vacina ou tratamento disponível atualmente.

Nesta semana casos de zika foram identificados na Dinamarca e na Áustria em pacientes que haviam retornado de viagem à América Latina. A Nicarágua também registrou seus dois primeiros casos de pessoas infectadas pelo vírus. No entanto, ainda não se sabe se houve transmissão local ou se os casos são importados.

Alerta – O ministro de Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, disse a uma emissora local que os atletas são particularmente vulneráveis a doenças infecciosas, já que treinamento pesado diminui o sistema imunológico. “Nós estamos empregando todas as medidas de proteção”, comentou, em meio aos rumores sobre os perigos do zika vírus.

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Autoridades australianas estão alertando atletas em idade para ter filhos sobre a necessidade de estar consciente sobre os riscos específicos da microcefalia para recém-nascidos, e todos os integrantes da equipe estão sendo aconselhados a usar mangas compridas em pontos de água parada e vegetação densa.

A equipe australiana também recomendou que os seus integrantes não deixem portas ou janelas abertas na Vila Olímpica e usem, como alternativa, o ar-condicionado. “A saúde e o bem-estar de todos os integrantes da nossa equipe é primordial, especialmente as mulheres que estão em idade para ser mãe”, disse Kitty Chiller, chefe da delegação australiana.

Diversas outras equipes estão dando conselhos médicos a atletas, recomendações que serão atualizadas constantemente com a proximidade dos Jogos e de acordo com o desenvolvimento do surto de zika.

(com agência Reuters)

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