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Próximo presidente do São Paulo poderá ficar no cargo até 2022

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumirá interinamente na terça-feira e é o favorito para vencer a próxima eleição no Morumbi

Carlos Miguel Aidar irá oficializar sua renúncia à presidência do São Paulo nesta terça-feira e, em seguida, terá início o processo para a escolha de seu sucessor. A princípio, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo, comandará o clube e, dependendo dos resultados das eleições, poderá permanecer na presidência até 2022.

De acordo com o estatuto do clube, Leco assumirá interinamente o cargo e terá 30 dias para marcar uma nova eleição. Ele já avisou que será candidato para assumir o mandato de Aidar, que vai até 2017. Caso assuma o cargo, Leco poderá ser eleito mais duas vezes, já que a substituição de Aidar não é, de acordo com o estatuto do clube, considerada um mandato completo. Assim, ele terminaria o mandato de Aidar e ficaria mais seis anos no poder – dois mandatos de três anos.

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Em entrevista à ESPN Brasil neste domingo, o dirigente disse que espera aproveitar a crise para recolocar o São Paulo nos eixos. “Esse é um marco. A proposta é exatamente essa, que se transforme esse momento de crise numa nova era”. Os candidatos à presidência do clube ainda não são conhecidos e existe até a possibilidade de Leco aparecer como chapa única, já que alguns conselheiros da oposição também o apoiam.

“Vamos encontrar o São Paulo num momento de turbulência, mas precisamos ter ciência que a partir do momento em que estivermos lá, se inicia uma nova trajetória”, disse Leco, que chegou a ser cogitado como candidato de Juvenal Juvêncio na eleição realizada do ano passado – mas o ex-presidente acabou optando por Aidar, com quem rompeu semanas depois e, desde então, trocou várias ofensas publicamente.

Crise – O São Paulo viveu, na semana passada, uma dos momentos políticos mais turbulentos de sua história. Na segunda-feira, Aidar e o vice-presidente Ataíde Gil Guerreiro trocaram socos em um hotel, conforme publicou com exclusividade o Radar On-line de VEJA. Na terça, o técnico colombiano Juan Carlos Osorio deixou o clube para assumir a seleção mexicana. Horas depois, Aidar demitiu toda a diretoria por causa da confusão com Ataíde.

Ao longo da semana, parte da imprensa publicou denúncias de corrupção feitas por Ataíde contra Aidar e sua namorada, Cinira Maturana, que teriam recebido comissões ilegais em transferências de jogadores e contratos publicitários. Ataíde enviou um comunicado oficial confirmando o “entrevero” com Aidar, mas disse que os motivos da briga seriam revelados ao Conselho Deliberativo do Clube. No fim de semana, Aidar adiantou que renunciará na terça-feira.

O vice presidente do São Paulo Ataíde Gil Guerreiro e o presidente Carlos Miguel Aidar durante treino do São Paulo no CT da Barra Funda, zona oeste de São Paulo

O vice presidente do São Paulo Ataíde Gil Guerreiro e o presidente Carlos Miguel Aidar durante treino do São Paulo no CT da Barra Funda, zona oeste de São Paulo (/)

(com Estadão Conteúdo)

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