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Presidente do COI defende ‘candidato externo’ à sucessão de Blatter na Fifa

Thomas Bach, 61 anos, disse que a crise na entidade deriva de um "problema estrutural" e que um candidato sem envolvimento com os atuais dirigentes seria o ideal para a retomada de credibilidade

Após o Comitê da Fifa decretar suspensão de 90 dias aos cartolas Joseph Blatter, Michel Platini e Jérome Valcke, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, se pronunciou nesta quinta-feira sobre a crise na entidade e defendeu a necessidade de se encontrar um “candidato externo” para comandá-la, isto é, alguém sem envolvimento com os atuais dirigentes. Bach alertou que a Fifa “não pode seguir passiva e deve atuar rapidamente para recuperar a credibilidade” para o bem da própria entidade. “É um problema estrutural e não se resolverá simplesmente com a eleição de um novo presidente”, acrescentou.

Podendo ser estendidas por mais 45 dias além do prazo inicial de três meses, as suspensões abrem espaço para candidatos minoritários como Zico, que se enquadra no perfil de “candidato externo” defendido pelo presidente do COI. Outro nome que pode ganhar impulso é o do príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein, derrotado por Blatter na última eleição.

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As regras da Fifa afirmam que para uma candidatura ser formalizada é necessário que o candidato tenha envolvimento com o futebol em dois dos últimos cinco anos, bem como o apoio de cinco federações. Dias após ser reeleito para um quinto mandato no fim de maio, o presidente Joseph Blatter convocou novas eleições para 26 de fevereiro do ano que vem, diante dos escândalos de corrupção deflagrados pelo FBI.

(Com Estadão Conteúdo)

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