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Neymar, sobre ofensas racistas: ‘Não escuto, apenas jogo futebol’

Atacante do Barcelona diz não ter escutado parte da torcida do Espanyol imitando macacos no clássico do último sábado

Neymar comentou nesta segunda-feira, pela primeira vez, os insultos racistas sofridos no clássico catalão contra o Espanyol, no sábado. O atacante brasileiro disse não ter escutado os torcedores rivais imitando macacos a cada vez que tocava na bola. “Não escutei os gritos. Não escuto coisas fora do campo, apenas jogo futebol”, limitou-se a dizer, após o treino do Barcelona, segundo informações do diário espanhol As.

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O brasileiro não foi o único jogador do Barcelona hostilizado no Estádio Cornellà-El Prat durante o empate em 0 a 0. Emissoras espanholas flagraram vaias contra Gerard Piqué e provocações dirigidas ao técnico Luis Enrique e aos atacantes Lionel Messi e Luis Suárez. As ofensas mais graves, no entanto, tiveram Neymar como alvo: um grupo de torcedores do Espanyol imitava macacos, gritando “uh, uh, uh”, a cada participação do brasileiro.

A liga espanhola já anunciou que irá analisar o caso e poderá punir a segunda equipe mais popular da Catalunha. O Barcelona ainda solicitou à liga que os gritos racistas fossem incluídos na súmula da partida, o que, a princípio, não havia sido feito pelo árbitro José González González, responsável pelo documento.

O presidente do Espanyol, Joan Collet, que negou as ofensas racistas no dia da partida, seguiu convencido da inocência de seus torcedores, mesmo depois de ver as imagens. “Estes gritos de ‘uh,uh, uh’ eu escuto todos os domingos, principalmente contra Cristiano Ronaldo, e não acredito que seja uma imitação de macaco”, afirmou Collet ao As, em um evento beneficente do clube nesta segunda.

Há dois anos, Neymar se mostrou mais incisivo contra os ataques racistas, algo bastante frequente nos estádios europeus. Com o auxílio de uma agência publicitária, criou a campanha “Somos Todos Macacos”, que se tornou viral e até recebeu prêmios. A campanha foi uma resposta a um ataque contra o amigo Daniel Alves, que comeu uma banana atirada por torcedores do Villarreal.

(da redação)

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