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Neymar e dirigentes do Santos são convocados a depor na Espanha sobre negociação

Atacante comparecerá à Audiência Nacional Espanhola no dia 2 de fevereiro para dar detalhes sobre sua venda para o Barcelona em 2013

Neymar segue com problemas com a Justiça espanhola. O atacante brasileiro vem sendo investigado junto de sua equipe de empresários por ilegalidades na transferência do Santos ao Barcelona, em 2013, e foi convocado nesta quarta-feira a depor na Audiência Nacional Espanhola, em Madrid, no dia 2 de fevereiro.

Os pais do astro também foram chamados a depor no mesmo dia, assim como o representante de sua empresa, a N&N, que presta serviços de assessoria em gestão de carreira e imagem de profissionais do esporte e do meio artístico. Além deles, os ex-presidentes santistas, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e Odílio Rodrigues, também terão de comparecer à corte espanhola.

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Um dia antes, será a vez de o presidente do Barcelona, Josep María Bartomeu, e de seu antecessor, Sandro Rosell, prestarem esclarecimentos à Audiência Nacional devido a uma queixa apresentada pela DIS, empresa que geria parte dos direitos de Neymar, alegando corrupção na chegada do atacante à Catalunha, em junho de 2013.

Investigações – A nebulosa transferência de Neymar para o Barcelona é alvo de dois processos na Espanha, um do fisco espanhol, que tramita em Barcelona, e outro a pedido da empresa brasileira DIS, na capital Madri, acolhido pela Audiência Nacional da Espanha. A empresa DIS detinha 40% dos direitos econômicos do atleta e se sentiu lesada ao tomar conhecimento sobre os reais valores da transação. A DIS e o Santos alegam que a N&N, empresa dos pais de Neymar e que gere a carreira do atleta, forjou contratos com o Barcelona para ficar com a maior parte do dinheiro da venda.

O Barcelona alegou inicialmente ter desembolsado 57,1 milhões de euros para tirar Neymar do Santos. No entanto, meses depois, o clube admitiu ter gasto um valor bem maior, que ronda os 100 milhões de euros, dos quais 40 milhões foram para a empresa dos pais de Neymar, sem o conhecimento do DIS e do Santos – o clube respondia por 55% dos direitos e os 5% restantes pertenciam ao grupo de investidores Teísa. A revelação provocou a renúncia do então presidente do Barcelona, Sandro Rosell. A N&N admite ter recebido o valor, mas nega irregularidades. Em setembro, a Receita Federal brasileira confiscou um Porsche e bloqueou mais 188,8 milhões de reais das contas do jogador por uma acusação de fraude cometida entre 2011 a 2013.

(com Gazeta Press)

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