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Ministério Público suspende torcida organizada do Palmeiras

A Mancha Alviverde foi punida por causa de uma invasão no último sábado ao CT da Barra Funda

A Federação Paulista de Futebol anunciou na noite desta quarta-feira a suspensão por tempo indeterminado da Mancha Alviverde, principal torcida organizada do Palmeiras, pela invasão de 81 torcedores, no último sábado, ao CT da Barra Funda para se reunir com jogadores e cobrar explicações em relação à má fase do elenco. A ordem, expedida pelo Ministério Público e com denúncia da diretoria palmeirense, proíbe a entrada nos estádios a qualquer torcedor com os trajes da uniformizada, bem como instrumentos de percussão e faixas que fazem alusão ao grupo.

Em entrevista à Rádio Globo, o promotor Paulo Castilho afirmou que a Polícia Militar identificou os torcedores que entraram na Academia de Futebol do Palmeiras sem autorização. “Em razão desses atos de violência, nós os suspendemos. Oficiei à Federação Paulista de Futebol recomendando a suspensão de qualquer instrumento, faixa e indumentária que identifique a torcida até findar as investigações. Já tem imagem deles”, afirmou Castilho. O promotor contou que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) instaurou inquérito para apurar o caso.

Castilho explicou que a invasão de sábado foi um ato organizado e que contou com a entrada de torcedores pelos muros da Academia de Futebol e até pelo portão principal. “Eles violaram um lugar privado, danificaram patrimônio do Palmeiras, intimidaram funcionários. Nós não podemos admitir isso no futebol. Vão ser todos identificados, já sabemos quais são alguns”, comentou.

A organizada do Palmeiras publicou uma nota em sua página no Facebook após ser notificada sobre a punição. A Mancha questionou a sanção e disse que nenhum membro da torcida foi ouvido para esclarecer o caso. O grupo afirma que não houve nenhum dano ao patrimônio do clube e nenhuma agressão. “Em entrevistas dos próprios jogadores, ficou claro para todos que não houve nenhuma agressão ou dano aos patrimônios dentro do CT. E se tivesse alguma imagem com agressão, deveríamos ser punidos por elas e não por um papel que o Paulo Nobre levou até a federação”, questionou no comunicado a Mancha, referindo-se à denúncia da diretoria do Palmeiras sobre a invasão ao CT no último sábado.

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(Com Estadão Conteúdo)

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