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Messi admite que chorou com derrota na Copa América, mas diz que nunca deixaria a seleção argentina

Depois de decidir mais uma partida para a Argentina, craque reclamou das críticas que sofreu com a perda da Copa América no Chile

Lionel Messi voltou a jogar pela seleção argentina, espantando os rumores de que poderia deixar o time depois das pesadas críticas que recebeu com a perda do título da Copa América. Nesta terça-feira, o craque do Barcelona marcou, aos 43 do segundo tempo, um belo gol que definiu o empate em 2 a 2 no amistoso entre Argentina e México. Ao final da partida, em Dallas, nos Estados Unidos, Messi confirmou a história contada pelo colega Lucas Biglia, de que teria chorado “como um bebê” no ônibus, depois da derrota na final da Copa América para o Chile. Ele, no entanto, disse que não cogita deixar a seleção de seu país.

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“Sim, chorei, porque estávamos convencidos de que era o momento, de que íamos ser campeões pela forma como chegávamos, pelo grupo que tínhamos. Tínhamos muita fé, então foi um golpe duro para todos”, contou, em entrevista à emissora argentina TyC Sports. Ele destacou que toda a equipe recebeu críticas, “muitas de má fé”, mas descartou a hipótese de se afastar da seleção. “Enquanto o técnico quiser, vou estar sempre. Nunca vou negar uma convocação. Apesar de toda a decepção que sentimos, acho que ficamos muito perto, teremos mais oportunidades e temos que seguir batalhando”, disse o atacante de 28 anos.

A seleção argentina não conquista um título com a equipe adulta desde a Copa América de 1993 e boa parte da imprensa e da torcida criticou Messi pelas derrotas nas decisões da Copa do Mundo de 2014, contra a Alemanha, e da Copa América, contra os anfitriões. “Tivemos duas finais em dois anos seguidos, o que não é fácil. Lamentavelmente não conseguimos nada, mas acho que temos muito mérito também pelo que fizemos”, desabafou o craque, que só em 2015 conquistou a Liga dos Campeões, a Copa do Rei e o Campeonato Espanhol com o Barcelona.

O alemão Neuer cumprimenta Lionel Messi

O alemão Neuer cumprimenta Lionel Messi (/)

(com Estadão Conteúdo)

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