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Mãe de Neymar depõe na Espanha e diz que apenas pai do jogador participava das negociações

Nadine Gonçalves dos Santos admitiu ter assinado contratos da empresa da família, mas negou responsabilidade sobre as acusações

Por Da Redação - 25 fev 2016, 11h55

Nadine Gonçalves dos Santos, a mãe de Neymar, depôs na manhã desta quinta-feira em sessão da Audiência Nacional, em Madri. Assim como o jogador do Barcelona e seu pai, Nadine é investigada por corrupção, fraude e simulação de contratos na negociação entre o clube espanhol e o Santos.

Segundo informações do diário Marca, Nadine se negou a responder as questões da acusação e disse apenas a seus advogados que não participou de nenhuma negociação, apesar de ser sócia da empresa da família e de ter assinado os contratos. “Meu marido levava tudo”, teria dito Nadine no tribunal, segundo o jornal, repetindo a tese do próprio Neymar, de que apenas o pai e agente do atleta participou dos acordos.

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O processo, que se encontra em fase de instrução, com a colheita de depoimentos e a busca por comprovações, foi instaurado a partir das acusações do Grupo DIS, fundo de investimento que detinha 40% dos direitos econômicos do craque e que diz ter sido prejudicado por causa de sonegação de valores na transferência para o Barcelona, em 2013.

O juiz José de La Mata, que conduz o processo desde o início, ouviu Neymar e seu pai, Neymar dos Santos, sobre a investigação que corre na Justiça, no último dia 2. Ambos compareceram ao tribunal e prestaram depoimento, mas saíram sem dar maiores explicações. Os auditores do processo também já ouviram Josep Maria Bartomeu, atual presidente do Barcelona, e Sandro Rossell, seu antecessor, que teve que renunciar ao cargo quando as irregularidades vieram à tona. Nesta fase, a Justiça apenas ouvirá o parecer dos envolvidos para depois decidir quem irá a julgamento.

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O atacante começou a jogar no Barcelona em agosto de 2013, e o clube catalão informou na época que a contratação tinha custado 17 milhões de euros. Porém, após a renúncia do então presidente do clube, Sandro Rosell, a direção admitiu ter gastado 57 milhões – número que a Procuradoria elevou para, no mínimo, 83,3 milhões de euros, após outra investigação. O grupo de investimentos DIS diz ter sido lesado pois recebeu sua cota de 40% de participação apenas sobre o valor de 17 milhões.

Além dos dois processos que enfrenta na Espanha, Neymar e seu pai também estão na mira da Justiça brasileira. Conforme VEJA revelou com exclusividade, a dupla foi denunciada pelo Ministério Público Federal por suspeita de sonegação fiscal e falsidade ideológica em contratos firmados por empresas de Neymar da Silva Santos.

(da redação)

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