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Judô brasileiro decepciona no Grand Slam de Abu Dabi

Fraco resultado dos atletas preocupa o desempenho da modalidade na Olimpíada carioca de 2016

Principal aposta do Comitê Organizador Brasileiro (COB) para levar o país ao grupo dos dez melhores na Olimpíada do Rio, em 2016, o judô nacional decepcionou no Grand Slam de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Medalhista de bronze no Mundial deste ano, Victor Penalber não conseguiu repetir o resultado na atual competição, a primeira desde aquela conquista. Neste sábado, o carioca da categoria até 81kg chegou a ser dúvida no combate que valia o terceiro lugar, por causa de uma lesão no tornozelo, mas resolveu lutar e acabou derrotado pelo húngaro Laszlo Csoknyai, 22º do mundo.

A dois minutos da luta, Penalber tentou encaixar um golpe pelas costas do rival, mas pegou nas pernas do húngaro, o que é proibido pelas regras do judô, e foi desclassificado. Com ele fora do ringue, o Brasil ficou sem medalhas no segundo dia de competições em Abu Dabi. O judoca era a principal esperança de medalha da seleção brasileira neste dia de competição. Até chegar à semifinal, Penalber havia vencido três lutas, sobre o português Carlos Luz (44º do ranking mundial), o húngaro Szabolcs Krizsan (20º) e o russo Khazan Khalmurzaev (14º). Diante deste último, sentiu o tornozelo, e a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) colocou em dúvida sua participação na semifinal. O carioca. porém, foi ao tatame e acabou vencido pelo sétimo do ranking mundial, Sergiu Toma. Com três golpes, ele encerrou a luta.

Atualmente sexto do ranking mundial e quinto no olímpico, Penalber vai abrir ainda mais folga sobre o brasileiro duas vezes medalhista olímpico, Leandro Guilheiro, que, regressando ao tatame depois de uma lesão, não está em condições de concorrer por uma vaga nos jogos de2016. O veterano é apenas o 56º do ranking olímpico.

Em Abu Dabi, a CBJ também testou o campeão mundial júnior do ano passado na categoria até 81kg, Rafael Macedo. Aos 21 anos, ele, que nunca tinha sequer encarado eventos da série Grand Prix, estreou vencendo o sulafricano Dale Whittaker (142º), mas foi eliminado pelo russo Sirazhudin Magomedov (15º).

As mulheres também tropeçaram. Na categoria até 63kg, Mariana Silva (18ª do mundo) perdeu logo na estreia para a britânica Alice Schlesinger (11ª). Ketleyn Quadros (47ª) foi um pouco melhor. Ganhou da marfinense Helene Dombeu (34ª), mas sofreu uma derrota polêmica para a russa Ekaterina Valkvova (38ª), depois de um golpe contestado pelos brasileiros. O resultado em Abu Dabi deve aproximar Ketlyn de Mariana no ranking olímpico, mas nenhuma das duas é favorita a competir na Rio 2016. Seus resultados têm sido pouco expressivos. O mesmo vale para Maria Portela, na categoria até 70kg. A gaúcha perdeu logo na estreia para a holandesa Sanne Van Dijke (42ª), de apenas 20 anos. Portela é a 21.ª do mundo.

O Brasil volta ao tatame em Abu Dabi no domingo, com Eduardo Bettoni (até 90kg) e Mayra Aguiar (até 78kg). Na sexta, Erika Miranda foi prata na categoria até 52kg, mas Sarah Menezes, Rafaela Silva e Felipe Kitadai, todas estrelas do judô brasileiro em suas modalidades, perderam logo de saída e ampliaram o clima de apreensão no mundo do judô para a Olimpíada de 2016.

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(Com Estadão Conteúdo)

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