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Futebol, enfim, deve aprovar ajuda tecnológica aos árbitros

International Board autorizou recomendação para que o uso de replays sejam testados em 2016. Decisão final será tomada em 4 de março

Por Da Redação - 8 jan 2016, 09h40

Em uma decisão que promete ser histórica para o futebol mundial, a tecnologia deve, enfim, ser utilizada no auxílio à arbitragem. Nesta quinta-feira, diretores da International Board, o órgão que estabelece as regras do futebol, aprovaram uma recomendação para que o uso de vídeos e replays seja testado no futebol, depois de anos de debates. A decisão final será tomada no dia 4 de março pela cúpula da entidade.

Em 2014, a Fifa e a International Board chegaram a debater a ideia, mas adiaram o projeto diante da falta de um entendimento sobre como os testes ocorreriam. Parte dos diretores da entidade que zela pelas regras do futebol também não estava convencida sobre a eficiência da tecnologia. Em outros esportes, como vôlei e tênis, o uso dos replays como auxílio da arbitragem já são utilizados e com muito sucesso.

A tecnologia entrou em campo, mas pode ajudar muito mais

Naquele momento, um grupo técnico foi estabelecido e, nesta quinta-feira, a recomendação foi de que os testes poderiam começar a ocorrer. Uma série de federações nacionais, entre elas a CBF, já indicaram que estão dispostas a realizar os testes em seus torneios.

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Também contribuiu para a aprovação a queda de Joseph Blatter da Fifa. O uso do vídeo estava na agenda da International Football Association Board (IFAB) há seis meses. O órgão é espécie de diretório que se ocupa de proteger as regras do jogo formado pelas quatro federações britânicas e pela Fifa.

Nos últimos dois anos, a Fifa bloqueou uma propostas de cartolas europeus para testar o uso de replay nos jogos e novos estudos sobre o assunto foram solicitados para 2016. Antes não havia uma data para o início dos testes, mas com uma nova administração assumindo a entidade a partir de março, a esperança da IFAB é de que os testes possam começar em breve, inclusive no Brasil, que pediu a autorização para testar o vídeo.

Provas já estavam ocorrendo com a Federação Holandesa de Futebol, permitindo em alguns jogos os árbitros mantivessem contato com outro juiz fora de campo e que estariam assistindo a partida por um vídeo. Se alguma dúvida surgisse, o árbitro poderia solicitar imediatamente o apoio.

Mas os holandeses esperavam um sinal verde em março para testar o sistema no campeonato nacional. Pelo menos mais duas federações nacionais – Inglaterra e Escócia – saíram em defesa do projeto. “Nós teríamos aprovado a ideia”, declarou naquele momento o presidente da federação escocesa, Steward Regan.

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A Fifa, no entanto, vetou o projeto em 2014. “Ainda não está claro o que seria a proposta do uso do vídeo”, declarou Jérôme Valcke, o então secretário-geral da Fifa. “Essa seria a maior decisão jamais adotada na história moderna do futebol e que teria um grande impacto no futuro do jogo”, argumentou. Com Valcke afastado e Blatter fora da entidade, a esperança é de que os testes se transformem em realidade.

Uma inovação tecnológica já havia sido aprovada pela Fifa há alguns anos e usada até na última Copa do Mundo: sensores colocados na linha de gol avisavam se a bola teria ou não entrado na meta. Na partida entre França e Honduras, no Beira-Rio, foi confirmado o primeiro gol da história dos Mundiais com o auxílio de um recurso eletrônico.

Tecnologia para ajudar os árbitros de vôlei, testada no Mundial de Clubes, em Doha, no Catar VEJA

(com Estadão Conteúdo)

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