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Fifa aprova 5 candidaturas para eleição presidencial e exclui Platini

Ex-jogador francês é investigado por pagamento suspeito e não teve candidatura autorizada. Liberiano Musa Bility também foi afastado da disputa

A Comitê Eleitoral da Fifa validou nesta quinta-feira as candidaturas de Ali Bin Al-Hussein, Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, Jérôme Champagne, Gianni Infantino e Tokyo Sexwale para a corrida presidencial na entidade. O francês Michel Platini, presidente suspenso da Uefa, foi excluído da lista enquanto aguarda a conclusão da investigação sobre sua situação legal, assim como o liberiano Musa Bility, afastado da disputa por não cumprir os requisitos da entidade. Platini e Bility poderão recorrer da decisão no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para tentar retornar à eleição, marcada para 26 de fevereiro de 2016.

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O Comitê de Ética avaliou a “integridade” de cada um dos candidatos. O comitê avaliou o envolvimento desses candidatos em eventuais falências corporativas e processos em diferentes tribunais.

Uma das dúvidas pairava sobre o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Salman Al Khalifa. Ele é acusado de ter feito parte da repressão contra dissidentes em seu país, o Bahrein, durante a Primavera Árabe. Ele é tido por ONGs como a pessoa que ordenou a prisão de mais de cem atletas e treinadores que protestavam contra o governo do país. No entanto, a Fifa optou por manter seu nome na lista dos concorrentes.

Já Michel Platini continua no limbo. O ex-jogador francês foi suspenso pela Fifa por 90 dias, por causa de um pagamento suspeito de 2 milhões de franco suíços pagos por Joseph Blatter, que também suspenso da presidência da entidade. O depósito ocorreu nove anos depois de um suposto trabalho feito por Platini para a entidade. O caso segue sendo investigado pela Fifa.

Suspeita-se que o pagamento tenha sido uma forma de Blatter compensar o francês por desistir de disputar as eleições presidenciais de 2011, vencida pelo suíço. Platini nega e insiste que a transação é legal, mas os investigadores alertam que o caso ainda implicaria numa falsificação do balanço financeiro da Fifa, que jamais incluiu o valor em seus informes.

Platini ainda espera ter a autorização para concorrer nas eleições e, para isso, terá que recorrer ao TAS. Gianni Infantino, seu braço-direito e secretário-geral da entidade que controla o futebol europeu, já indicou que retiraria seu nome da lista de candidatos se o francês fosse autorizado a entrar na disputa.

(com Estadão Conteúdo)

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