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Estaduais não empolgam, mas enchem os cofres

Torneios que começam neste fim de semana terão boas cotas de TV e premiações

Os principais campeonatos estaduais do Brasil começam neste fim de semana cercados pelas corriqueiras críticas sobre calendário, nível técnico e importância. No entanto, as cotas de televisão e premiações por conquistas fazem os torneios se tornarem mais interessantes para os clubes controlarem melhor suas finanças na temporada de 2016.

O Campeonato Paulista, torneio que paga melhor a seus participantes, aliviará bastante os cofres dos três grandes clubes da capital. Mesmo classificados para a Copa Libertadores, Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm no regional uma fonte de renda mais confiável: cada um recebe 17 milhões de reais por cotas de transmissão. Como comparação, a Libertadores do ano passado distribuiu 15,8 milhões de reais.

O faturamento com o Paulistão pode ainda aumentar em caso de boa campanha, com a premiação de 4 milhões de reais ao campeão e 1,5 milhão ao vice. A premiação ao campeão aumentou consideravelmente em 2016: no ano passado, o Santos recebeu 3 milhões de reais pelo título conquistado sobre o Palmeiras.

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A importância das cotas de transmissão virou o tema central de uma grande disputa política no futebol carioca. A Federação local (Ferj) afirmou em arbitral na última semana que os dois clubes do Estado presentes na Primeira Liga, Fluminense e Flamengo, poderiam não receber a verba caso insistissem em disputar a competição recém-criada.

A entidade chegou a falar em distribuir a cota da dupla para os demais participantes. No Estadual, cada um dos quatro grandes recebe 7 milhões de reais pelos direitos de trasmissão. Em premiações, o torneio carioca tem valores parecidos com o do Paulistão. O campeão ganha 4 milhões de reais, e o vice leva 1,8 milhão. Os semifinalistas embolsam 250.000 reais e o campeão da Taça Guanabara vai levar 1,2 milhão.

No Rio Grande do Sul, mesmo com menos times grandes em ação, o Estadual paga a Grêmio e Internacional os mesmos 7 milhões de reais de direitos de transmissão entregues aos principais times. O contrato deverá ser reformulado para 2017. “É o nosso último ano de contrato com a TV, que não quis renovar, para esperar o que vai acontecer com a Copa Sul-Minas, se vai ter sucesso. Sempre éramos procurados para antecipar o contrato, agora não mais”, afirmou o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto

Copa Sul-Minas-Rio – Apesar de preocupar as federações estaduais, a Primeira Liga ainda não conseguiu rivalizar com os Estaduais em termos de cotas de TV. A organização do novo campeonato destinou para essa edição de estreia 5 milhões de reais para serem divididos entre os 12 participante – Flamengo, Fluminense, Inter, Grêmio, Atlético-MG, Cruzeiro, América-MG, Avaí, Criciúma, Figueirense, Coritiba e Atlético-PR.

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