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Escândalo de doping no atletismo chega à Etiópia e inclui campeã mundial

Abeba Aregawi, etíope naturalizada sueca, foi flagrada em exame pela Iaaf. Horas depois, país africano revelou que 9 atletas estão sendo investigados.

Primeiro foi a Rússia, depois o Quênia e agora a Etiópia. Nesta segunda-feira, o chefe da Agência Antidoping do país africano, uma das potências do atletismo, revelou que nove corredores, sendo cinco deles da elite do atletismo mundial, estão sendo investigados pelo uso de doping. Horas antes, a Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) havia anunciado que Abeba Aregawi, fundista etíope naturalizada sueca, campeã dos 1.500m do Mundial de 2013, em Moscou, falhou em um teste antidoping e será investigada.

“Para ser claro, algumas substâncias proibidas foram encontradas em exames de cinco atletas de elite. Eles vão ser convocados e questionados. Existe uma preocupação real para quando as próximas investigações chegarem”, admitiu Solomon Meaza em entrevista à agência de notícias The Associated Press. Ele não informou se Abeba Aregawi faz parte da lista de atletas suspeitos e disse que aguardaria o fim das investigações para revelar os nomes.

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Abeba Aregawi compete pela Suécia desde 2012, mas foi pega num exame antidoping surpresa realizado na Etiópia, onde nasceu e segue treinando. A atleta de 25 anos ainda não foi suspensa preventivamente, mas já se retirou das próximas competições de forma voluntária. Segundo a imprensa internacional, a suspensão de Aregawi pode durar até dois anos, deixando a etíope-sueca de fora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Solomon Meaza não explicou se os demais casos também foram identificados nesse exame surpresa e também não revelou nomes ou substâncias encontradas. Caso o escândalo na Etiópia se confirme, seria, pelo menos à primeira vista, um caso diferente do Quênia e da Rússia. Esses dois países estão sendo acusados de serem no mínimo benevolentes com o doping.

A Etiópia rivaliza com o Quênia como potência das provas de fundo do atletismo. A principal fundista da atualidade é uma etíope: Genzebe Dibaba. No Mundial do ano passado, o país africano ganhou oito medalhas, sendo três de ouro. Dois anos antes, em 2013, haviam sido 10.

(com Estadão Conteúdo e Gazeta Press)

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