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Em busca do bi, Medina explica início ruim: ‘Sou moleque, tenho tentações’

Surfista brasileiro considera que namoro colaborou com a melhora de seu rendimento nas últimas etapas do Mundial

O campeão mundial de surfe Gabriel Medina é quem está mais atrás no ranking entre os três brasileiros que seguem na disputa do título desta temporada. Na quarta colocação, o brasileiro precisará vencer a última etapa, em Pipeline, no Havaí e torcer contra seus concorrentes para conquistar o bicampeonato. Medina vem em ótima fase e só não está com chances melhores título porque iniciou mal a temporada, com resultados decepcionantes. Nesta quarta-feira, o surfista de 21 anos admitiu que teve dificuldades para lidar com o sucesso sendo tão jovem.

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“É difícil com tão pouca idade ter fama e várias tentações. Foi difícil manter o foco, mas foi bom aproveitar. Eu sou um moleque de 21 anos e eu tenho as mesmas vontades de qualquer moleque. Eu sei que a minha vida é diferente, porque eu sou um surfista profissional e tenho que me dedicar.”

Há alguns meses, Medina começou a namorar Tayná Hanada e, coincidentemente ou não, seus resultados melhoraram. “Eu não digo que foi um problema, quando eu estava solteiro, com festas e com mulheres, porque eu tenho uma boa educação da minha família. Mas com namorada, eu me concentro só no surfe. Eu tenho agora uma vida mais relaxada e tranquila, só me concentro no trabalho. Ela está comigo aqui no Havaí e pode ver tudo de perto. Isso me incentiva a dar um título mundial para ela. No ano passado, ela não estava comigo, e se Deus quiser, eu vou poder dar esse título a ela.”

Medina acredita que pode surpreender os favoritos, o australiano Mick Fanning e os brasileiros Filipe Toledo e Adriano de Souza. “Depois do jeito que eu comecei o ano, com todo mundo falando que o título já era, poder chegar com chances aqui no Havaí é fantástico. Tomara que eu consiga o bicampeonato. Essa reviravolta que eu tive pode ficar marcada para a história.”

Pipeline – A chave da última etapa do Mundial de Surfe foi definida para a disputa que deve começar nesta quinta-feira. A chamada para a competição será às 15h30 (horário de Brasília) e Gabriel Medina estará na terceira bateria contra o havaiano Keanu Asing e o australiano Wade Carmichael.

Já Adriano de Souza, o Mineirinho, vai enfrentar a surpresa australiana Jack Robinson e Michel Bourez, do Taiti, que também é especialista em tubos. Já Filipe Toledo entra na bateria seguinte contra o =americano Kolohe Andino e Jamie O’Brien, um dos maiores especialistas em Pipeline.

O líder do ranking mundial, o australiano Mick Fanning, vai decidir sua sorte na primeira fase contra dois havaianos, Sebastian Zietz e Bruce Irons, que já venceu o Pipe Masters em 2001. Apenas o primeiro colocado de cada bateria na primeira fase avança diretamente para a terceira fase. Os dois perdedores vão para a segunda fase, que é uma repescagem, e quem perde dá adeus à competição.

As baterias da primeira fase em Pipeline:

1ª – Italo Ferreira (BRA) x Adrian Buchan (AUS) x Glenn Hall (IRL)

2ª – Owen Wright (AUS) x Jadson André (BRA) x Dusty Payne (HAV)

3ª – Gabriel Medina (BRA) x Keanu Asing (HAV) x Wade Carmichael (AUS)

4ª – Adriano de Souza (BRA) x Michel Bourez (TAH) x Jack Robinson (AUS)

5ª – Filipe Toledo (BRA) x Kolohe Andino (EUA) x Jamie O’Brien (HAV)

6ª – Mick Fanning (AUS) x Sebastian Zietz (HAV) x Bruce Irons (HAV)

7ª – Julian Wilson (AUS) x Kai Otton (AUS) x Ricardo Christie (NZL)

8ª – Jeremy Flores (FRA) x Matt Wilkinson (AUS) x Jordy Smith (AFR)

9ª – Kelly Slater (EUA) x Taj Burrow (AUS) x CJ Hobgood (EUA)

10ª – Nat Young (EUA) x John John Florence (HAV) x Brett Simpson (EUA)

11ª – Bede Durbidge (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA) x Adam Melling (AUS)

12ª – Josh Kerr (AUS) x Joel Parkinson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)

(com Estadão Conteúdo)

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