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Dirigentes querem tirar Del Nero do Comitê Executivo da Fifa

Grupo, formado em sua maioria por cartolas europeus, acredita que o presidente da CBF não está cumprindo suas funções como membro da Fifa

Um grupo de dirigentes da Fifa cogita pedir a abertura de um processo contra o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, no Comitê de Ética da entidade. Os cartolas estão insatisfeitos com as repetidas ausências de Del Nero nas reuniões da Fifa desde que a polícia suíça prendeu seu antecessor, José Maria Marin, e outros dirigentes, em 27 de maio. Segundo eles, o brasileiro não está cumprindo suas funções como membro do Comitê Executivo.

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Nesta segunda-feira a organização máxima do futebol começa mais uma semana de reuniões, com a meta de acelerar a reforma da entidade. Mas, pela quarta vez consecutiva, Del Nero não estará presente nos encontros do Comitê Executivo, uma espécie de governo do futebol mundial, com 24 dirigentes. O diretor de comunicação da CBF, Fernando Mello, disse que não tinha “nenhuma posição a respeito” quando perguntado se Del Nero viajaria para participar das reuniões.

O presidente da CBF deixou Zurique um dia depois da prisão de Marin em maio e não fez parte do Congresso da Fifa que elegeu Joseph Blatter para mais um mandato. Em julho, ele não viajou para Zurique para participar da reunião do Comitê Executivo da entidade que discutiu as reformas da Fifa e, no mesmo mês, faltou à reunião em São Petersburgo sobre a preparação da Rússia para sediar a Copa de 2018.

Em condição de anonimato, um grupo de dirigentes formado principalmente por europeus admitiu que não existem regras que estipulam a exclusão de um dirigente do Comitê Executivo enquanto ele mantiver seu cargo na CBF, mas acreditam que existe uma forma de expulsar Del Nero. Pelas regras da Fifa, cabe ao Comitê de Ética “julgar a conduta de todas as pessoas submetidas a esse código enquanto estiverem cumprindo suas funções”. O argumento é de que, fora da Fifa há quase quatro meses, ele não estaria mais cumprindo suas obrigações.

Investigado pelo FBI, Del Nero corre o risco de ser detido pelo menos para questionamentos caso saia do país. Por isso, também não tem ido acompanhar os jogos da seleção no exterior – não foi ao Chile durante a Copa América, nem aos Estados Unidos, onde a seleção realizou seus últimos amistosos. Na Suíça, ele está na lista dos dirigentes que poderiam ser interrogados.

Uma sinalização sobre o futuro de Del Nero será dada esta semana. Entre terça e quinta-feira a Justiça suíça deve se pronunciar sobre o destino de Marin. Se a opção for por liberá-lo e julgar que a queixa americana não tem base, Del Nero também poderia voltar a se sentir mais protegido para viajar. Mas, na semana passada, os suíços já autorizaram a extradição do ex-presidente da Conmebol, Eugenio Figueredo, preso pelos mesmos crimes que Marin.

(com Estadão Conteúdo)

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