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Del Nero aciona STF para evitar quebra de sigilo bancário na CPI do Futebol

Presidente da CPI, o senador Romário deve apresentar justificativa para a ação contra presidente da CBF nesta quinta-feira

Por Da Redação - 27 ago 2015, 09h17

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar evitar a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal, medidas aprovadas pela CPI do Futebol na quinta-feira passada. Diante da ação dos advogados de Del Nero, o ministro do STF Edson Fachin determinou ao presidente da CPI, o senador Romário, que apresente justificativa para a quebra do sigilo.

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Romário conta com a ajuda da Advocacia-Geral da União para fundamentar o pedido da quebra do sigilo. Ele tem que fazer isso nesta quinta-feira, pois o prazo dado por Fachin foi de 24 horas. “O presidente da CBF contratou um dos escritórios mais caros do Brasil para evitar a quebra de seu sigilo bancário e fiscal. (…) Até amanhã enviaremos uma peça bem fundamentada para o Supremo, argumentos não faltam. Mas vale aquela máxima: quem não deve não teme!”, afirmou Romário em suas redes sociais.

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) também pediu nesta quarta-feira a quebra do sigilo bancário e fiscal de José Maria Marin, que está preso na Suíça desde 27 de maio. O ex-presidente da CBF foi detido em Zurique na operação conduzida por autoridades americanas e suíças para investigar suspeitas de corrupção na Fifa.

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Viagem – Del Nero não vai mesmo aos Estados Unidos, país que conduz as investigações do caso Fifa, para acompanhar a seleção nos amistosos de setembro contra Costa Rica e a equipe da casa. Desta vez, alega uma reunião da diretoria da CBF marcada para 31 de agosto, um dia depois do embarque da delegação, para não viajar. O diretor de marketing Gilberto Ratto vai em seu lugar.

Apesar de dizer que pode viajar para qualquer lugar do mundo, Del Nero não saiu do Brasil desde a prisão de Marin. Na terça-feira, por exemplo, faltou a uma reunião da Conmebol, em Assunção, no Paraguai. Mandou Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney e um dos vice-presidentes da CBF, em seu lugar. Antes, já havia faltado à Copa América no Chile a ao sorteio das Eliminatórias da Copa de 2018, na Rússia.

(com Estadão Conteúdo)

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