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Comitê de Ética da Fifa pedirá que Platini seja banido do futebol

Órgão deve exigir a exclusão vitalícia do presidente da Uefa, investigado por receber 'pagamento suspeito' de Joseph Blatter

A câmara de investigação do Comitê de Ética da Fifa pedirá a expulsão vitalícia do presidente da Uefa, Michel Platini, por corrupção, informaram os advogados do ex-jogador francês nesta terça-feira. A decisão do comitê, presidido pelo alemão Hans-Joachim Eckert, será oficialmente anunciada em dezembro. Caso o orgão siga a recomendação de seus investigadores, será o fim da trajetória de Platini no futebol. Suspenso provisoriamente por 90 dias, ele almeja a candidatura à presidência da Fifa nas eleições de 26 de fevereiro.

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A sentença da câmara de investigação, presidida por Vanessa Allard, de Trinidad e Tobago, é “absurda e delirante” e “descredita definitivamente a Fifa”, disse o advogado de Platini, Thomas Clay. De acordo com a defesa, a câmara de investigação do Comitê de Ética pediu na semana passada a maior pena possível. O órgão apura o pagamento suspeito de 2 milhões de francos suíços feitos por Joseph Blatter, presidente suspenso da entidade, a Platini, em 2011.

Veículos da imprensa especulavam sanções de até seis anos, o que também impediria a candidatura de Platini para a Fifa, mas, segundo os advogados do francês, a punição pedida vai muito mais longe. A expulsão vitalícia só foi ditada duas vezes pelas instâncias da Fifa: contra o americano Chuck Blazer, ex-membro do Comitê Executivo e ex-secretário-geral da Concacaf, e contra o ex-presidente da Concacaf Jack Warner, de Trinidad e Tobago.

Ambos estão envolvidos em um caso de cobrança de propina e lavagem de dinheiro avaliado em aproximadamente 150 milhões de euros. Os advogados de Platini esperam que seu cliente seja escutado pelo Comitê de Ética antes de receber o veredito para que possa se defender.

A defesa também deseja que a suspensão provisória de 90 dias imposta ao francês seja revogada pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), órgão ao qual apelaram na sexta-feira passada. O TAS é visto pelos advogados como uma instância mais “independente e imparcial”, à qual também apelarão se o Comitê de Ética punir Platini como solicitaram o investigadores.

(com agência EFE)

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