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Boxeadora brasileira é pega no doping e deve perder Rio-2016

Clélia Costa foi punida por seis meses pelo uso do diurético furosemida e não deve participar das competições classificatórias para a Olimpíada

A Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) anunciou nesta quinta-feira que Clélia Costa, medalhista de bronze no Mundial de Boxe do ano passado, foi pega em exame antidoping surpresa feito em setembro pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Ela foi flagrada pelo uso do diurético furosemida, usualmente utilizado para mascarar substâncias dopantes. Sem alarde, a atleta foi julgada na semana passada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do boxe e pegou seis meses de suspensão.

Como a coleta foi realizada em 19 de setembro, Clélia fica oficialmente suspensa até meados de março. Titular da categoria até 49kg na seleção brasileira permanente, ela está proibida de treinar com o grupo, em São Paulo, até o fim da punição. Como o Mundial é em maio, Clélia não teria tempo para ser preparada para a competição classificatória para a Olimpíada do Rio de Janeiro. Pelo modelo de seleção permanente, a CBBoxe só tem mais uma atleta para lutar na mesma categoria de peso: a também paulista Graziele Jesus.

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Clélia já havia sido estranhamente retirada do Pré-Pan, evento classificatório para os Jogos Pan-Americanos, em junho. A versão oficial é que ela se sentiu mal pouco antes da estreia e decidiu não lutar. Se subisse ao ringue e vencesse o combate, conquistaria vaga para o Pan.

Há dois anos, Rosilaine Volante, então campeã brasileira na categoria até 60kg, também foi pega em doping por furosemida. Ela levou um ano e quatro meses de suspensão. À época, a CBBoxe também não reportou o caso à imprensa antes do julgamento por “não querer agredir a imagem das atletas”. Até hoje, duas brasileiras ganharam medalhas em Mundiais Femininos de Boxe e ambas foram suspensas por doping. Também em 2013, junto com Rosilaine, caiu no antidoping Roseli Feitosa, campeã mundial na categoria até 81kg em 2010. Ela testou positivo para diurético eanfetamina.

Só em novembro, já são 10 os casos reportados de doping no esporte brasileiro de alto rendimento. O ciclismo lidera, com quatro casos, incluindo Uênia Fernandes de Souza, da seleção feminina de estrada, e Fernando Filkler, vice-campeão nacional e grande revelação da modalidade.

O atletismo relatou doping de Luiz Paulo da Silva Antunes, vice-campeão da Maratona de Foz do Iguaçu, enquanto outros dois casos foram identificados na Stock Car e mais dois no Brasileirão – os volantes Nilton e Wellington, do Internacional.

(com Estadão Conteúdo)

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