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Atleta turca é condenada por doping e perde ouro olímpico

Flagrada com níveis sanguíneos elevados, Asli Cakir Alptekin foi suspensa por oito anos e perdeu todos os prêmios conquistados desde 2010

A turca Asli Cakir Alptekin vai devolver sua medalha de ouro dos 1.500m dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e cumprir oito anos de suspensão por doping sanguíneo. O anúncio foi feito pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) nesta segunda-feira, dias antes do início do Campeonato Mundial de atletismo, em Pequim, e em meio a graves acusações sobre doping na modalidade.

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O TAS aprovou o acordo entre a atleta turca e a Federação Internacional de Atletismo (IAAF), que fez Asli Cakir Alptekin perder todos seus resultados a partir de 29 julho de 2010, entre eles os ouros nos Jogos Olímpicos de Londres e no Campeonato Europeu, ambos em 2012. Ela também terá de devolver toda a premiação que arrecadou desde então e ainda vai cumprir oito anos de suspensão, o que pode encerrar sua carreira, já que tem 29 anos.

Asli estava suspensa provisoriamente desde janeiro de 2013. No fim do mesmo ano, a Federação Turca de Atletismo a inocentou, o que fez a IAAF recorrer ao TAS. A suspensão de oito anos é a máxima do regulamento do atletismo mundial para uma segunda suspensão de doping. A corredora tentou alegar que os valores anormais em seus exames de sangue eram originários de treinos na altitude.

Com a punição, o ouro dos 1.500m em Londres 2012 foi para outra atleta turca, Gamze Bulut, que ficou em segundo. Maryam Yusuf Jamal, do Bahrein, herdou a medalha de prata e a russa Tatyana Tomashova, a de bronze.

Escândalo – Há três semanas, o jornal britânico The Sunday Times e a emissora alemã ARD revelaram ter tido acesso ao resultado de 12.000 testes de sangue de 5.000 atletas entre 2001 e 2012. Estas informações foram tiradas do banco de dados da própria IAAF e vazadas por uma fonte não identificada. Os documentos levantaram suspeitas sobre um terço das medalhas conquistadas em provas de resistência em Mundiais e Jogos Olímpicos disputados em uma década.

De acordo com a análise, 800 atletas registraram testes de sangue com resultados suspeitos ou abaixo dos padrões da Agência Mundial Antidoping (Wada). A IAAF afirmou que iria investigar a denúncia e, na semana passada, anunciou a descoberta descoberta de 32 casos adversos de testes realizados nos Mundiais de Helsinque 2005 e Osaka 2007.

(com Gazeta Press e Estadão Conteúdo)

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