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Acusada de doping, Rafaela Silva perderá medalha de ouro do Pan de Lima

A judoca brasileira, atual campeã olímpica, foi flagrada com uma substância broncodilatadora durante a competição realizada em agosto, no Peru

Por da Redação - 25 set 2019, 17h37

Flagrada em um exame antidoping realizado em agosto durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, a judoca brasileira Rafaela Silva perderá a medalha de ouro conquistada na competição. A atleta carioca testou positivo para o uso da substância proibida fenoterol, que tem efeito broncodilatador, geralmente usado em tratamentos contra doenças respiratórias. O comunicado oficial foi feito na tarde desta quarta pela Panam Sports, entidade que organiza a disputa continental.

“A participação da atleta nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019 foi anulada, por essa razão a atleta perdeu a medalha de ouro que ganhou na disputa até 57 quilos do judô”, afirmou a Panam Sports. Na semana passada, Rafaela justificou o resultado adverso do exame pela proximidade com uma bebê, filha de uma colega judoca do Instituto Reação, seu local de treinos. Segundo a campeã olímpica, o contato aconteceu cinco dias antes da coleta da amostra.

“Eu não faço uso dessa substância, não tenho asma, não tenho nada. Quando fiquei sabendo dessa notícia, fiquei pensando todos os dias o que eu tinha feito, o que podia ter acontecido. A única pessoa que fez uso dessa substância foi a Lara, que treina no Instituto Reação. Eu tenho mania de dar meu nariz para a criança chupar. Conforme ela vai chupando meu nariz, eu vou inalando as substâncias que ela manda para o meu corpo”, comentou.

Em 2016, a nadadora pernambucana Etiene Medeiros também foi flagrada com fenoterol em um exame, mas acabou absolvida às vésperas da Olimpíada do Rio pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na mesma entrevista em que explicou a razão para a presença da substância dopante em seu organismo, Rafaela disse que não temia uma punição mais grave, como uma suspensão que a tire dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em agosto de 2020. “Eu ainda tenho algumas competições. Não estou suspensa. Tenho 27 anos, então se acontecer o pior, não vou falar que posso treinar para (os Jogos de) 2024 porque sabemos como o judô é. Não passou pela minha cabeça ainda (ficar fora da Olimpíada). Não tenho nada a esconder, vou continuar competindo e provar a minha inocência”, finalizou.

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