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O apocalipse do Estado Islâmico

Especial multimídia, com fotos e vídeos exclusivos do front na Líbia, mostra o cerco mundial ao grupo islâmico que aterroriza o Oriente Médio e o Ocidente.

Por André Liohn, Duda Teixeira - Atualizado em 5 set 2017, 11h30 - Publicado em 10 mar 2017, 08h48

Título

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=u2Ge9agLBDg&w=100&h=100]

Os Estados Unidos têm bombardeado posições do EI e enviado equipes especiais em terra para coordenar as milícias e exércitos locais. Sirte, na Líbia, está sendo reconquistada por milícias da cidade vizinha, Misurata, que contaram com apoio aéreo americano.

"Este é o fim, meu único amigo, o fim. De todos os nossos planos elaborados, o fim."

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=XTKoPfYUoIU&w=100&h=100]

Líbia, 13 de agosto de 2016. The End, da banda The Doors, que abre o filme Apocalypse Now (1979), toca no carro dos combatentes líbios que vão para o front contra o Estado Islâmico (EI). O grupo, que surgiu em 2014 pregando o apocalipse, parece estar testemunhando o próprio fim.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=NARudAdQ1J0&w=100&h=100]

O EI perdeu dois terços de Sirte, na Líbia. A cidade natal do ditador Muamar Kadafi havia sido conquistado pelo grupo em 2015. Em retirada, seus integrantes instalam armadilhas nas áreas perdidas. São os IEDs (“explosivos improvisados”, na sigla em inglês).

Atirador aguarda alvo surgir em sua janela
Atirador aguarda alvo surgir em sua janela Reprodução/Abril

Nas últimas semanas, os jihadistas sofreram derrotas militares em várias frentes, em diferentes países. Desde o início de 2015, o EI perdeu 25% do seu território. Das dez maiores cidades sob seu domínio no Iraque e na Síria, restam apenas quatro.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=o9Fg4QCO7Ok&w=100&h=100]

Uma pesquisa feita com jovens árabes em dezesseis países mostrou que 80% deles rejeitam o Estado Islâmico. “Em Misurata, a rejeição ao EI é praticamente unânime”, diz o fotógrafo André Liohn, que acompanhou a ação das milícias dessa cidade, chamadas de katibas, em Sirte.

Membros do grupo mortos em ataque aéreo americano em SirteO EI na Líbia conta com combatentes tunisianos, egípcios, sudaneses e, em número menor, líbios.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=fEGZmBgf3Yg&w=100&h=100]

A maioria dos refugiados que tenta chegar à Europa é formada por africanos, principalmente nigerianos, que migram por razões econômicas. Muitos eram escravizados ou explorados pelo EI ao passar pela Líbia rumo ao Mediterrâneo.

Só no Iraque, cerca de 1 milhão de menores de idade deixaram suas casas.
Só no Iraque, cerca de 1 milhão de menores de idade deixaram suas casas. Stringer/Reuters

Com dificuldade para atrair estrangeiros, o EI tem sequestrado crianças para obrigá-las a lutar. As que têm mais sorte conseguem fugir.

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Créditos

Vídeo e fotorreportagem: André Liohn
Texto: Duda Teixeira
Edição de vídeos: Xande Oliveira
Design e Desenvolvimento: Alexandre Hoshino, André Fuentes e Sidclei Sobral
Edição geral: Diogo Schelp
Fotos e vídeos adicionais: Reuters e France 24