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Mick Jagger, em entrevista a Luciana Gimenez: ‘Não tenho planos de parar’

Músico também comentou sobre apresentações no Brasil e disse que São Paulo 'é a cidade do telefone'

A única pessoa que conseguiu entrevistar Mick Jagger em sua passagem pelo Brasil foi Luciana Gimenez, mãe de Lucas, de 16 anos, o filho mais novo do cantor. A conversa foi ao ar na noite desta quarta-feira na Rede TV! e mostrou um lado calmo e relaxado do britânico – muito diferente de sua postura enérgica nos palcos. O vocalista dos Rolling Stones passou boa parte da entrevista falando sobre Vinyl, série que produziu com Martin Scorsese e que estreou no mês passado na HBO. Ele também comentou sobre sua vida familiar, analisou o público brasileiro – “São Paulo é a cidade do telefone” – e disse que não tem planos de parar de fazer shows.

“Eu não tenho planos de parar. Vamos encerrar essa turnê e depois falar sobre o que faremos no futuro. Estivemos em estúdio antes do Natal, gravamos algumas músicas, mas não sabemos quando elas serão lançadas. No final da primavera gravaremos outras”, disse.

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O cantor, que acabou de se tornar bisavô, falou brevemente sobre sua vida pessoal e assumiu que “é um malabarismo” conciliar o trabalho com a família – ele tem sete filhos. “Adoro tê-los por perto. É difícil juntar todos de uma só vez, é um desafio. Fizemos isso no Natal”, contou. Jagger, aos 72 anos, também foi questionado sobre sua boa forma física e a energia que esbanja nos shows. “Eu não como antes do show. Eu como, umas sete horas antes, alguma massa. E logo depois eu como massa de novo”, disse. “Mas eu sou sortudo por ter boa genética. É apenas genética, na verdade”.

Sobre os shows que fez na América do Sul, Jagger disse que a energia do local “é incrível e nos faz sentir bem”. “No Rio foi um show bom, quente, tranquilo. Achei que era um bom público. Tinha um clima bem relaxado. Antes, havíamos ido para a Argentina e Uruguai, e foi diferente. Todo lugar é diferente. Então você pega o clima de cada cidade. E o Rio é muito tranquilo. Não é eufórico, não parece eufórico para mim”, afirmou. “São Paulo é outro tipo de público. Mais pessoas em São Paulo assistem [ao show] pelo telefone. É a cidade do telefone. Você vê um mar de celulares grandes”.

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