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Jô se emociona ao defender José de Abreu e Chico Buarque

Em programa, que foi ao ar nesta quarta-feira, apresentador também teceu críticas ao deputado Jair Bolsonaro

Durante seu programa desta quarta-feira, enquanto comentava a situação política do país com jornalistas convidadas, Jô Soares perdeu a mão ao sair em defesa de José de Abreu e Chico Buarque. Ambos se envolveram em discussões públicas motivadas por posições políticas – o músico, com um grupo antipetista em dezembro do ano passado, no Leblon; e o ator, com um advogado e sua esposa, na última semana em um restaurante de São Paulo. “É uma reação movida por um ‘não aguentar mais'”, disse Jô ao tentar explicar a inexplicável cusparada que Abreu lançou sobre o casal.

Na última sexta-feira, durante jantar num restaurante japonês em São Paulo, Abreu e sua esposa, Priscila, bateram boca sobre política com um advogado acompanhado de sua respectiva mulher. Chamado de “ladrão” pelo casal, o ator reagiu cuspindo em ambos. Mais tarde, no Domingão do Faustão, o ator afirmou que não poderia se arrepender do acontecido: “Não posso me arrepender de uma atitude que foi feita impensadamente”.

Sobre o ocorrido, Jô comentou: “Me espanta cada vez mais o ambiente de impaciência que está acontecendo pelo Brasil inteiro. Esse episódio que aconteceu com o José de Abreu é constrangedor de lado a lado. Primeiro, uma pessoa não pode sair com sua mulher para jantar que é obrigado a ouvir insultos terríveis. Disseram horrores sobre a mulher dele. A reação dele foi levantar e dar uma cusparada no casal, que também é uma reação que é movida por um ‘não aguentar mais'”.

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Em seguida, o apresentador criticou o deputado Jair Bolsonaro, que homenageou na Câmara Carlos Alberto Brilhante Ustra, símbolo da repressão no regime militar. “Os elogios do deputado Bolsonaro a um torturador, um homem que foi reconhecidamente torturador que ainda declarou que não presta satisfações a um terrorista. Uma pessoa abaixo de qualquer consideração. Ele não representa nada, só ele e a família dele, porque ninguém pode estar de acordo com a maneira com que esse homem age”.

Jô se emocionou – com lágrimas nos olhos – ao comentar o caso de Chico Buarque. Em dezembro, ele foi hostilizado por um grupo antipetista em uma rua do Leblon, no Rio. “O Chico Buarque não pode sair de casa e ir jantar com os amigos sem ser agredido ou ofendido. O Chico Buarque, que é um patrimônio deste país. Feliz o país que tem um Chico Buarque. Eu fico comovido e com vergonha. Um cara que deveria ser reverenciado, sai na rua com os amigos e é agredido de uma forma mesquinha. Desculpa, mas precisava fazer esse desabafo”, disse o apresentador.

(Da redação)

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