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‘I, Daniel Blake’, de Ken Loach, vence Palma de Ouro em Cannes

O canadense Xavier Dolan ganhou o Grande Prêmio do Júri por 'Juste la Fin du Monde'. O brasileiro 'Aquarius' saiu sem troféus

I, Daniel Blake, dirigido por Ken Loach, foi o ganhador da Palma de Ouro do 69º Festival de Cannes. É a segunda Palma de Ouro do cineasta inglês de 79 anos, que venceu em 2006 com Ventos da Liberdade. O brasileiro Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, saiu sem nenhum prêmio.

O Grande Prêmio do Júri foi para Juste la Fin du Monde, de Xavier Dolan, canadense de 27 anos. O francês Olivier Assayas (Personal Shopper) e o romeno Cristian Mungiu (Bacalaureat) dividiram o troféu de melhor direção. A melhor atriz foi a filipina Jaclyn José, por Ma’Rosa, de Brillante Mendoza.

O iraniano Shahab Hosseini foi escolhido o melhor ator por Forushande, dirigido por Asghar Farhadi. Farhadi também levou o prêmio de roteiro. American Honey, de Andrea Arnold, venceu o prêmio do júri. É a terceira vez que a diretora inglesa ganha na categoria – as outras foram com Marcas da Vida em 2006 e com Fish Tank em 2009.

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O diretor Ken Loach recebe a Palma de Ouro por “Moi, Daniel Blake”, na 69ª edição do Festival de Cannes – 22/05/2016

O diretor Ken Loach recebe a Palma de Ouro por “Moi, Daniel Blake”, na 69ª edição do Festival de Cannes – 22/05/2016 (/)

O júri oficial, encarregado de distribuir os prêmios da competição, foi presidido pelo cineasta australiano George Miller e composto pelo diretor francês Arnaud Desplechin, a atriz americana Kirsten Dunst, a atriz italiana Valeria Golino, o ator dinamarquês Mads Mikkelsen, o cineasta húngaro László Nemes, a atriz francesa Vanessa Paradis, a produtora iraniana Katayoon Shahabi e o ator canadense Donald Sutherland.

A Caméra d’Or, para o melhor filme de estreante entre todas as mostras – competição, Um Certo Olhar, Quinzena dos Realizadores e Semana da Crítica -, foi para o francês Divines, de Houda Benyamina. O júri foi presidido pela cineasta francesa Catherine Corsini.

O espanhol Timecode, de Juanjo Gimenez, foi eleito o melhor curta-metragem pelo júri presidido pela diretora japonesa Naomi Kawase. O brasileiro A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, levou menção especial.

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