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Festival de Cannes: ‘Gimme Danger’ mostra altos e baixos dos Stooges

Documentário dirigido por Jim Jarmusch tem depoimentos sinceros e divertidos de Iggy Pop e companhia

O cineasta americano Jim Jarmusch tem presença dupla no 69º Festival de Cannes. Ele está na competição com Paterson, estrelado por Adam Driver, e apresenta Gimme Danger, documentário sobre a banda The Stooges, liderada por Iggy Pop.

Gimme Danger conta a história da formação do grupo, composto de James Newell Osterberg, o Iggy Pop, mais o guitarrista Ron Asheton, o baterista Scott Asheton e o baixista Dave Alexander. O primeiro disco, com o nome da banda, saiu em 1969. O grupo é conhecido pelas performances ousadas no palco, em que Iggy Pop se cortava e passava comida no corpo – o vocalista, que sempre se apresenta sem camisa, “como os faraós”, é considerado o criador do “stage diving”.

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Ele relata de maneira deliciosa a primeira experiência ao pular do palco em cima da plateia. É essa a grande vantagem do documentário, que na verdade é bem tradicional na estrutura com imagens de arquivo e entrevistas: os personagens estão relaxados e abertos para contar seus pontos altos, que incluem o encontro com David Bowie e a reunificação da banda em 2003, e baixos, como as diversas vezes que romperam, em geral por causa do abuso de drogas.

Iggy Pop é uma figura divertida, que se define como “comunista” e para quem o maior elogio a uma pessoa é dizer que ela é “cool” (legal). Mas uma das melhores coisas é ver a transformação de James Williamson, guitarrista radical e estiloso aos 20 anos, que se tornou engenheiro e executivo e, depois de aposentado, voltou à banda.

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