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Feminismo de ‘Thelma & Louise’ completa 25 anos

Duas atrizes em estado de graça, Susan Sarandon e Geena Davis, um diretor lendário, Ridley Scott, e um roteiro memorável da estreante Callie Khouri, tiveram como resultado a ode à liberdade feminina de Thelma & Louise, um clássico que completa 25 anos nesta terça-feira.

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O filme recebeu seis indicações ao Oscar, mas levou só o de melhor roteiro. “Para todos aqueles que queriam ver um final feliz em Thelma & Louise, para mim, é isto”, disse Callie Khouri sobre o palco ao receber a estatueta dourada.

O longa, no entanto, estreou causando controvérsia pelo modo como as protagonistas respondem à violência masculina com armas de fogo. O filme mostra a fuga pela estrada realizada por Thelma Dickinson (Davis) e Louise Sayer (Sarandon) após a segunda matar um homem que abusava sexualmente de sua amiga, uma história criada com a intenção de ser um “buddy film” (com dois protagonistas do mesmo gênero) e que acabou se tornando uma bandeira do feminismo.

“Era muito pouco habitual encontrar um roteiro que tivesse duas protagonistas femininas tão bem descritas, mas ninguém tinha nem ideia da r eação que seria causada”, analisou Geena, que em 2006 criou o Geena Davis Institute on Gender in Media, com o objetivo de combater a discriminação por gênero. Em sua passagem pelo Festival de Cannes neste ano, a atriz disse que a mudança no cinema pode ocorrer da noite para o dia. “Não é como a vida real, onde se requer muito tempo até que as mulheres alcancem postos de prestígio. O próximo filme pode ser feito com um elenco equilibrado. É questão de colocar mãos à obra”, avaliou.

O filme também é marcado pela “descoberta” de Brad Pitt, então novinho, no papel de um sensual ladrão.

*Spoiler: Após a reveladora viagem, perseguidas pelas autoridades, as duas terminam com um simbólico salto ao vazio enquanto pisam no acelerador do Ford Thunderbird conversível pelas colinas do Grand Canyon. “Sempre me pareceu absurdo que as pessoas tenham visto a cena final como um suicídio. Nunca pensei que estivessem mortas. Não era um final literal. Fizemos todo o possível para não mostrar uma morte literal. Não se vê o carro bater, não se vê fumaça. Na imagem final, elas voam, diretamente à memória coletiva, sendo mulheres completamente livres e liberadas de qualquer algema”, comentou Callie

Passados 25 anos, as atrizes, que se autoproclamaram como autoras da primeira grande selfie do cinema, revelaram que aquele final surpreendente esteve muito perto de não acontecer. “Ridley me disse que tinha certeza que Louise iria morrer, mas não estava tão certo de que Thelma também morreria. Pensou que talvez minha personagem poderia empurrar Louise para fora do carro no último momento, mas só podíamos filmar uma cena”, explicou recentemente Sarandon, de 69 anos, no programa Good Morning America, da emissora “ABC”.

“Para mim, o final é exatamente como deveria ser. Nesse instante, elas voltam a ter o controle de suas vidas”, comentou Davis, para quem a chave de tudo é que seus personagens “conseguem escapar”.

(Com agência EFE)

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