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Estudantes da USP que ficaram nus em trote são ouvidos pela Polícia

De acordo com delegado, investigação aponta que universitários deverão responder pelo crime de ato obsceno, que prevê até um ano de prisão

A Polícia Civil de São Carlos confirmou nesta quarta-feira que os três estudantes acusados de hostilizar um grupo de alunas durante uma festa no campus da Universidade de São Paulo (USP) já foram ouvidos pelo delegado responsável pela investigação, Aldo Donisete Del Santo, do 3º Distrito Policial da cidade. Um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) foi elaborado e encaminhado à Justiça. Em abril, uma audiência definirá se houve infração e qual a pena prevista para os jovens.

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De acordo com o delegado, a investigação aponta que os universitários deverão responder pelo crime de ato obsceno, que prevê até um ano de prisão. A decisão final, porém, ficará a cargo do Juizado Especial Criminal, para onde foi encaminhado o TCO.

Os três estudantes foram acusados por integrantes da Frente Feminista da USP de tirar a roupa e mostrar os órgãos sexuais para alunas durante uma festa intitutlada Miss Bixete, organizada pelos veteranos para recepcionar calouras da universidade, que aconteceu no dia 26 de fevereiro. Fotos anexadas ao processo e postadas pela Frete Feminista na internet comprovam que os estudantes estavam nus simulando atos sexuais.

Por meio de nota, a USP afirmou que está investigando o caso e adiantou que os envolvidos podem ser expulsos da instituição. “Os dirigentes do campus tomaram providências para identificação dos envolvidos e, tão logo isso aconteça, dará o encaminhamento pertinente. Sendo aluno, será aberto um processo administrativo, com base no regime disciplinar da Universidade”, diz o comunicado.

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