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Brasil pode não cumprir metas de educação

Por outro lado, o relatório também apontou que melhorou a taxa geral de aprovação, alfabetização

Por Da Redação - Atualizado em 13 fev 2020, 14h18 - Publicado em 12 dez 2008, 15h47

De acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira pela organização não-governamental Todos pela Educação, o Brasil não consiguirá atingir as principais metas de acesso e qualidade do ensino básico nos próximos anos caso se mantenha no atual ritmo. Em 2006, o movimento lançou um compromisso junto ao governo federal pela melhoria da educação pública e traçou objetivos para que o salto de qualidade aconteça gradativamente até 2021. No entanto, o primeiro balanço feito após o lançamento da campanha apontou alguns números desanimadores.

O relatório “De olho nas metas” foi elaborado com dados oficiais e a colaboração do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ele mostra que mais de 70% das crianças que cursam entre a 4ª e 8ª séries não aprenderam o que deveriam em disciplinas como português e matemática. A meta do Brasil para 2021, porém, é exatamente o contrário: mais de 70% dos alunos do ensino básico deveriam aprender o essencial para as suas séries.

Esses resultados fazem parte da avaliação do cumprimento das metas intermediárias, que foram estabelecidas pelo movimento para o ano de 2007. Todos os estados deveriam atingir uma porcentagem de alunos no nível considerado adequado entre a 4ª e a 8ª série, em português e em matemática, nas avaliações oficiais do Ministério da Educação (Prova Brasil e Saeb).

A ONG esclarece que as submetas são mais brandas do que as estabelecidas para 2021 e que a idéia é dar prazo às redes de ensino para que elas se organizem e consigam atingir melhores resultados na próxima década. Segundo o presidente-executivo do Todos pela Educação, Mozart Neves, a qualidade de ensino no Brasil perde fôlego com o passar dos anos e “esse déficit está diretamente relacionado com a falta de professores capacitados”.

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Por outro lado, o relatório também apontou que melhorou a taxa geral de aprovação, alfabetização e os índices de conclusão do ensino fundamental para jovens com até 16 anos (crescimento de 22% desde 2002) e do ensino médio para os jovens de até 19 anos (30% a mais que em 2002). Além disso, o país já tem 90,4% das crianças e jovens de 4 a 17 anos freqüentando a escola, e por isso está apenas 8% abaixo da meta estipulada pelo movimento para 2021: 98%. A perspectiva, segundo Neves, é de que o Brasil consiga universalizar o ensino já nos próximos seis anos.

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