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S&P indica melhora de perspectiva de nota de crédito do Brasil

A S&P elencou a taxa de juros baixa como um dos motivos para a melhora da perspectiva

Por da Redação - 11 dez 2019, 20h17

A agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor’s (S&P) elevou nesta quarta-feira, de estável para positiva, a perspectiva para o rating — nota para a obtenção de crédito de longo prazo em moeda estrangeira — do Brasil. A agência elencou a agenda econômica assumida pelo governo federal como uma sinalização positiva para o combate ao “ainda grande déficit fiscal”.

Embora preveja que a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) do país deva continuar a crescer nos próximos três anos, a agência citou a perspectiva de melhora da posição fiscal do país, após a aprovação da reforma da Previdência e com a perspectiva de continuidade da agenda em 2020, embora o risco de reveses continue existente.

A S&P elencou ainda a taxa de juros baixa como um dos motivos para a melhora da perspectiva. “Isso, junto com taxas de juros mais baixos e a gradual implementação de uma agenda de reforma devem contribuir para um crescimento e perspectivas de investimento um pouco mais forte ao longo dos próximos três anos, contanto que prossiga uma melhora gradual nos resultados fiscais”, anunciou a agência. 

Nesta quarta-feira, 11, O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu pela quarta vez consecutiva a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. O corte anunciado nesta quarta-feira, 11, foi de 0,5 ponto porcentual. Com isso, a Selic alcança o patamar de 4,5% ao ano, a nova mínima histórica para a taxa.

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A S&P informou, no comunicado, que a nota do país pode ser elevada nos próximos dois anos caso as reformas avancem. Segundo a agência, a classificação pode subir “se houver mais progresso – seja priorização, aprovação ou execução – na ampla agenda fiscal e de crescimento do governo, permitindo uma redução mais rápida dos déficits fiscais do Brasil e uma estabilização da dinâmica da dívida”.

Desde janeiro de 2018, a S&P enquadra o Brasil três níveis abaixo do grau de investimento, mesma nota concedida pela Fitch, outra das principais agências de classificação de risco. A Moody’s classifica o país dois níveis abaixo do grau de investimento.

(Com Reuters e Agência Brasil)

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