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Setor de serviços recua 0,4% em fevereiro e tem segunda queda seguida

De cinco setores analisados pelo IBGE, apenas o de informação e comunicação registrou alta no mês

Por Da redação - 12 abr 2019, 10h12

O setor de serviços registrou a segunda queda consecutiva em fevereiro. O recuo foi de -0,4% na comparação com janeiro. O resultado eliminou o ganho do fim de 2018, de 0,8%. já que o mês de janeiro já havia sido negativo (-0,4%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgado nesta sexta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O fato é que não conseguimos observar nenhum tipo de recuperação mais consistente para o setor de serviços”, analisa o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Entre os setores, houve predominância das taxas negativas. Três dos cinco segmentos pesquisados tiveram queda em fevereiro na comparação com janeiro: serviços prestados às famílias (-1,1%), transportes, serviços auxiliares e correio (-2,6%) e outros serviços (-3,8%). O setor de serviços profissionais, administrativos e complementares permaneceu estável. A única alta registrada foi nos serviços de informação e comunicação (0,8%).

“O setor de Transportes lidera em termos de impacto negativo no índice geral, sendo a terceira taxa negativa seguida. É a queda mais intensa dessa atividade desde julho de 2018. Houve pressão do transporte aéreo de passageiros, também pela alta em janeiro, ainda que, em tese, o ajuste sazonal sirva para compensar um pouco disso”, explicou Rodrigo.

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“O segundo impacto negativo é o de outros serviços, que é extremamente heterogêneo. Houve recuo na atividade imobiliária e de serviços financeiros auxiliares, que inclui a administração de bolsa de valores. Já os Serviços prestados às famílias recuaram 1,1%, praticamente eliminando o ganho entre outubro de 2018 e janeiro. A pressão negativa veio principalmente de restaurantes e hotéis”, avaliou.

Na comparação com fevereiro de 2018, entretanto, o crescimento foi de 3,8%, o maior desde igual período de 2014. “Todos os setores tiveram alta simultaneamente, o que não acontecia desde dezembro de 2012. Outro fator que podemos destacar é o percentual de serviços em crescimento, que foi de 53,6%. Isso não acontecia de forma tão espalhada desde abril de 2013”, explica o gerente da pesquisa.

Porém, o gerente da pesquisa pondera que neste ano houve mais dias úteis em fevereiro, pelo fato de o Carnaval ter caído em março. “Isso propicia a realização de um maior número de contratos de prestação de serviços. Se tivéssemos o mesmo número de dias, o crescimento seria de 0,9%, uma taxa positiva, mas bem menos intensa que essa de 3,8%”, encerrou.

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