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Rumor de Lula no ministério de Dilma faz Bovespa cair 1,55%

Bolsa passou o dia com pouca variação, mas comentário sobre a nomeação do ex-presidente derrubou as cotações; dólar fechou em alta

Bovespa fechou em queda e abaixo dos 49.000 pontos nesta segunda-feira, depois de passar praticamente a sessão inteira sem variação. O Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, encerrou o pregão com um recuo de 1,55%, aos 48.867 pontos. Apesar do sinal negativo, o Ibovespa ainda acumula uma alta de 14,19% no mês e espaço, portanto, para realização de lucros de investidores com posição comprada.

O Ibovespa firmou-se em queda na última hora de pregão, ao mesmo tempo que o dólar bateu em suas máximas do dia. O movimento ocorreu logo depois de circular pelas mesas de operação a notícia de que a presidente Dilma Rousseff estaria apenas esperando por um telefonema do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para nomeá-lo ministro.

Além disso, perto das 16h, fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, informaram que, com o aval de Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu articular a votação de uma proposta que reduziria os poderes de ela governar. Seria o “semiparlamentarismo”, que permitiria à petista se manter no cargo sem ser afastada definitivamente pelo impeachment. O primeiro-ministro seria o vice-presidente Michel Temer. No geral, o mercado não recebeu bem a possibilidade.

As maiores baixas na carteira Ibovespa nesta segunda-feira foram de Petrobras PN (-8,53%), Usiminas PNA (-8,42%) e Rumo ON (-8,15%). As maiores altas foram de Braskem PNA (+6,23%), Fibria ON (+6,19%) e Suzano PNA (+5,02%).

Dólar sobe – Após o recuo de mais de 10% acumulado em março, o dólar passou nesta segunda-feira, 14, por ajustes no mercado brasileiro, com investidores recompondo parte das posições na moeda americana. O movimento foi intensificado no fim da tarde, quando surgiram os rumores sobre a ida de Lula para o ministério do governo Dilma. O resultado foi a alta de 1,48% da moeda americana, aos 3,64 reais. Foi o segundo avanço em dez sessões de março.

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