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Prévia da inflação é a menor para março desde 2012

IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou de 1,42% em fevereiro para 0,43% em março, com menor alta dos alimentos, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, desacelerou para 0,43% em março, sobre alta de 1,42% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,55% para o período. O resultado foi menor para março desde 2012, quando ficou em 0,25%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi de 9,95%, recuando dos 10,84% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. O indicador havia ficado na casa de 9% em 12 meses pela última vez em outubro do ano passado (9,77%), mas continua muito acima do teto da meta do governo, de 6,5%.

Pesquisa da Reuters junto a economistas apontava avanço de 0,55% na comparação mensal e de 10,08% na base anual, na mediana das projeções.

Dos nove grupos pesquisados, apenas os Artigos de Residência e de Vestuário deixaram de apresentar desaceleração nas taxas de crescimento, quando comparadas ao mês anterior.

Alimentos e Bebidas, responsáveis por 46% do índice do mês, tiveram redução significativa, passando de 1,92% de fevereiro para 0,77% em março, de acordo com o IBGE. Entre os destaques de baixa estão o tomate (-19,21%) e a batata-inglesa (-4,61%).

O grupo Habitação também contribuiu para a baixa deste mês, passando de alta de 0,40% em março para deflação de 0,52% em março. Dentro deste grupo, o destaque foi o item energia elétrica, que registrou queda de 2,87% neste mês. Também em queda, o grupo Transportes passou de 0,45% em fevereiro para 0,08% em março.

Por região, os maiores foram os de Goiânia (0,67%) e de Porto Alegre (0,66%). Já o menor índice foi registrado na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,11%).

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Previsão Mesmo com a forte recessão, a inflação deve encerrar este ano bem acima do teto da meta pela segunda vez seguida. A última pesquisa Focus do Banco Central (BC) mostra que a expectativa é que o IPCA feche o ano com alta de 7,43%.

O próprio BC vê a inflação acima do centro da meta de 4,5% em 2016 e também em 2017, e tem deixado claro que não vai reduzir tão cedo a taxa de juros — hoje a 14,25% ao ano.

Nesta terça-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que não trabalha com a hipótese de flexibilização da política monetária e que o quadro de inflação no país ainda é “desafiador”.

(Da redação)

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