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Presidente do Bradesco cobra aprovação da Previdência até agosto

Octavio de Lazari atribui lentidão à 'curva de aprendizado' do governo Bolsonaro, mas espera que 'depois da tempestade venha a bonança'

Por - 5 abr 2019, 10h20

O presidente do Bradesco, Octávio de Lazari, afirmou nesta sexta-feira, 5, que os empresários brasileiros estão “preocupados, mas esperançosos” com a aprovação da reforma da Previdência, que julgam essencial para a retomada do crescimento econômico do Brasil.

Lazari reforçou que, para ser eficaz ainda em 2019, a mudança nas aposentadorias precisa acontecer até, no máximo, o mês de agosto. O empresário, que falou a jornalistas na entrada do Fórum do Lide, grupo de líderes empresariais, em Campos do Jordão (SP), atribuiu a demora na tramitação do projeto à “curva de aprendizado” do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

“Atrasou um pouco. Nós gostaríamos que a reforma da Previdência estivesse andando mais rápido, mas é uma curva de aprendizado. Mesmo que acontecer em junho, julho, ou, no máximo, em agosto, ainda assim daria para capturar, mesmo que marginalmente, o crescimento da economia para este ano”, afirmou.

A reforma da Previdência prevê a alteração de diversas regras de benefícios previdenciários e assistenciais. Seria fixada uma idade mínima de 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens. As novas regras valeriam tanto para trabalhadores da iniciativa privada como para servidores públicos. A estimativa do governo é que a economia chegue em 1 trilhão de reais em dez anos caso a medida seja aprovada pelo Congresso Nacional.

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Questionado se está preocupado com a demora no “aprendizado” do Palácio do Planalto, Lazari disse que isso ocorre “mesmo no setor privado”. O otimismo, diz o empresário, se deve à expectativa sobre a “bonança” que vem depois da “tempestade”, em referência à discussão entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e deputados federais durante uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Juros

O presidente do Bradesco ainda condicionou a redução do spread bancário à melhora na economia, mas diminuiu a extensão do alto custo dos juros no país, que atribui a poucas modalidades de crédito, em especial os cartões de crédito e o cheque especial.

“Você tem um pouco de distorção ainda no cartão de crédito, que já está alinhavado para diminuir paulatinamente, já que você não tem mais o revolving e no cheque especial, que é uma carteira muito pequena e traz essa impressão de que o juros ainda é muito alto”, argumentou, dizendo ver espaço para uma queda nos índices.

“Ainda é muito alto? É, mas na medida que a selic for mantida em 6,5%, eu tenho certeza que, dia após dia, com o crescimento da economia e a concorrência sadia que está havendo no setor, as taxas de juros diminuirão.”

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