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Para evitar demissões, GM quer congelar salários

Mil empregos serão poupados com medida da montadora, que viu suas vendas despencarem no primeiro bimestre do ano

Para evitar demissões, a General Motors quer congelar os salários dos trabalhadores de sua fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista. Segundo a proposta, o congelamento dos salários nominais neste ano pode evitar 1.000 demissões, previstas para o próximo mês, quando termina o prazo de lay-off (suspensão temporária dos contratos) de 1.200 mil trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, a correção da inflação seria paga em forma de abono, e não incorporada aos salários. Em 2017, a fórmula seria repetida, mas com 50% da indexação sendo incorporada aos salários. Nos dois anos não haverá aumento real.

A contrapartida seria estender por cinco a sete meses o lay-off desse grupo. A empresa também quer reduzir de 30% para 20% o pagamento de adicional noturno, além de acabar com a cláusula de estabilidade para novos funcionários que adquirirem doenças profissionais.

“Estamos entre a cruz e a espada”, diz Silva, que não vê, no momento, chances de retomada do mercado de veículos. A GM não comentou o assunto. As partes ainda vão se reunir para discutir a proposta. No início do mês, a montadora ameaçou demitir 1.500 funcionários.

No primeiro bimestre, as vendas de veículos caíram 31% no país em comparação com o mesmo período do ano passado, para 302.000 unidades. As vendas da GM, por sua vez, recuaram 34,8%, para 48.800 unidades. Ainda assim, a marca lidera o mercado no primeiro bimestre e o Onix, fabricado em Gravataí (RS), é o modelo mais vendido no país.

A fábrica de São Caetano produz os modelos Cobalt, Cruze (que deixará de ser feito no local), Montana e Spin.

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(Com Estadão Conteúdo)

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