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Lucro do Bradesco cai 2,9% e soma R$ 4,12 bilhões no primeiro trimestre

Forte aumento nas despesas para perdas com calotes levou o banco a ter entre janeiro e março uma retração no lucro tanto na comparação mensal, quanto anual

Um forte aumento nas despesas para perdas com calotes levou o Bradesco a ter entre janeiro e março uma queda no lucro, evidenciando o crescente peso da recessão no país sobre o setor bancário.

Nesta quinta-feira, a instituição informou um lucro líquido contábil de 4,121 bilhões de reais entre janeiro e março, queda de 2,9% sobre igual período do ano passado. Em relação aos três meses anteriores, quando ficou em 4,353 bilhões de reais, a retração foi ainda maior, de 5,3%.

A carteira de crédito expandida do Bradesco, que considera avais e fianças, fechou março com 463,208 bilhões de reais, redução de 2,3% em relação ao saldo de dezembro. Para o ano, o banco projeta crescimento de 1% a 5%.

A retração dos empréstimos no início deste ano foi influenciada pela pessoa jurídica, cuja carteira encolheu 3,3% na comparação com os três meses anteriores, para 315,449 bilhões de erais. A carteira de crédito à pessoa física somou 147,759 bilhões de reais ao final de março, estável ante dezembro.

O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com 1,102 trilhão de reais de ativos, montante 6,5% superior ao visto em 12 meses. No comparativo com dezembro, houve incremento de 2%.

Em um cenário de recessão continuada, o banco decidiu fazer uma provisão para perdas esperadas com calotes de 5,448 bilhões de reais, volume 30% maior na base sequencial e um salto de 52,2% sobre o primeiro trimestre de 2015.

Com isso, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido médio, índice que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, ficou em 17,5%, queda de 3 pontos percentuais nas comparações mensal e anual. Foi o pior desempenho em pelo menos uma década.

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(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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